Dos testes sensoriais à receita perfeita da cuca, a margarina revela sua importância na mesa dos brasileiros e movimenta um setor que alia inovação, qualidade e tradição
Santa Catarina é uma terra de receitas inovadoras e deliciosas. A gastronomia é um ponto de encontro entre a cultura, a história e a força dos empreendedores. A cuca, por exemplo, arranca suspiros de quem vive por aqui e tem um ingrediente nessa receita que é indispensável para que ela dê certo: a margarina – item presente hoje em 97% dos lares brasileiros.
“A margarina traz maciez para a cuca. Ela é que dá a estrutura para a massa ficar, ela liga, né? Se a gente tiver uma margarina de qualidade, ela não vai ficar dura, né? Nem esfarelada. Então, a gente sempre usa nossos produtos de alta qualidade, testa, e quando conhece o produto, não troca mais; a finalização dele é aquela que a gente precisa”, diz Vânia Graziela Benvenutti, Supervisora de Produção de uma confeitaria em Blumenau e conhecedora dos segredos de uma boa e tradicional cuca.
Na vizinha cidade de Gaspar, está a fábrica de margarinas da JBS. Lá, diferentes processos buscam garantir o produto de qualidade que chega à mesa dos brasileiros. Você já pensou em como a margarina é criada?
A margarina está presente em 97% dos lares brasileiros, com mais de 2 milhões de potes vendidos diariamente no Brasil – Foto: REPRODUÇÃO NDTV“O produto nasce a partir de ideias, e de onde vêm essas ideias? Das tendências de mercado, né? Estudando hábitos de consumo dos consumidores, e através de eventos de inovação. Ali são capturadas possíveis ideias para o desenvolvimento de futuros produtos”, explica a líder do setor de Pesquisa e Desenvolvimento, Karina Penzlien.
Em uma etapa da produção, existe o laboratório de análise sensorial, com uma cozinha industrial completa. É nesse espaço que os mestres sensoriais preparam e realizam testes rigorosos para garantir a excelência de todos os produtos. Esses profissionais avaliam minuciosamente aspectos do produto em teste, como sabor, derretimento, textura e durabilidade, e são treinados para isso.
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ToggleMestre sensorial: o “provador” de margarina!
Na fábrica de margarina da JBS, em Gaspar, a produção não para e atende a processos rigorosos em busca da qualidade e evolução do produto – Foto: REPRODUÇÃO NDTVMestre sensorial: o “provador” de margarina! Segundo a pesquisadora e mestre sensorial Maria José Deschamps, para ser um mestre, o profissional precisa, primeiramente, passar pelos gostos básicos: doce, salgado, amargo, umami e ácido.
Após essa etapa, segue para a degustação de margarinas. “É a partir da degustação que o mestre vai identificar os gostos principais: o amanteigado, a margarina, o lácteo, o salgado, que é muito importante”, completa a pesquisadora.
Uma grande variedade de receitas é produzida na confeitaria da Vânia, em Blumenau, e muito além das cucas, bons ingredientes resultam na satisfação dos clientes e na fidelidade. “A gente tem que sempre ter a certeza de que todo dia vai estar igual, que o cliente vai vir e pegar sempre a mesma coisa”, comenta a confeiteira.
O cuidado nas etapas de produção e na pesquisa reflete em todas as fases da margarina: da fábrica para a padaria, da padaria para a mesa. Afinal, mais de dois milhões de potes são vendidos todos os dias no Brasil.
“Nossa preocupação é atender às necessidades do consumidor, acompanhar as tendências, identificar oportunidades, buscar novos ingredientes, novas tecnologias e entregar um produto mais saudável e com mais sabor”, afirma Karina.
Fonte Original | Receitas – ND Mais



