A Meta iniciou o desmonte de sua aquisição de US$ 2 bilhões da Manus AI, startup de agentes de inteligência artificial. Segundo o TechCrunch, com base em reportagem do Bloomberg publicada nesta sexta-feira (13), a empresa cortou o acesso da Manus a seus sistemas internos e suspendeu o compartilhamento de dados entre as duas companhias.
Continua após a publicidade
A medida é a mais concreta até agora em direção ao cumprimento da ordem de desinvestimento emitida pela China há cerca de dois meses, com base em preocupações de segurança nacional.
Table of Contents
ToggleO que mudou na prática
Funcionários da Meta estão impedidos de usar ferramentas da Manus em projetos internos. A separação operacional entre as empresas está em curso.
Em paralelo, os cofundadores da Manus estão em conversas preliminares para levantar aproximadamente US$ 1 bilhão de investidores externos – dinheiro que serviria para recuperar a startup das mãos da Meta. O movimento pode abrir caminho para uma estrutura de joint venture chinesa e uma listagem na bolsa de Hong Kong, que nos últimos meses tem recebido uma série de IPOs de startups de IA chinesas.
Como chegou a esse ponto
A Manus chamou atenção mundial com uma demonstração viral de seu agente de IA. A startup, cujo controle pertence à empresa chinesa Butterfly Effect, transferiu sua equipe para Singapura em meados de 2025 e anunciou a aquisição pela Meta por US$ 2 bilhões em dezembro do mesmo ano.
Os reguladores chineses começaram a examinar o negócio no início de 2026, citando possíveis violações de controles de exportação de tecnologia e regras de investimento estrangeiro. Em abril, a China emitiu o processo de separação.
Quem recebeu e quem vai cooperar
Os investidores americanos da Manus – incluindo a firma de venture capital californiana Benchmark – já receberam os recursos da aquisição. Os investidores asiáticos, entre eles Tencent, HSG e ZhenFund, sinalizaram cooperação com o processo de reversão.
A origem chinesa da Manus gerou questionamentos também nos Estados Unidos. O senador John Cornyn chegou a questionar publicamente se o capital americano deveria fluir para uma empresa com vínculos chineses.
Um padrão mais amplo
O episódio faz parte de um movimento chinês maior para manter controle sobre tecnologia estratégica. As autoridades chinesas ampliaram restrições de viagem para pesquisadores e executivos de empresas privadas, que agora precisam de aprovação governamental antes de viajar ao exterior.
Além disso, empresas como Moonshot AI, StepFun e ByteDance precisarão de aval do governo antes de aceitar investimentos americanos – mais uma camada no esforço de Pequim para controlar seu setor de IA.
Apesar do processo de separação, a startup não parou de desenvolver produtos. Nesta semana, lançou integrações com as plataformas Similarweb e Shopify.
Fonte Original | Notícias – Olhar Digital



