Uma casa cheia de lembranças poderia permanecer apenas como parte da história de uma família.
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Mas Loredana Spiga Venier decidiu dar outro destino à mansão onde seu marido construiu parte de sua trajetória: abrir as portas do imóvel para a comunidade e preservar esse legado pelas próximas gerações.
Localizada às margens do Lago de Como, na Itália, a residência histórica foi doada à prefeitura de Varenna e está avaliada em cerca de R$ 9,1 milhões.
A decisão, porém, veio acompanhada de uma condição que deverá ser cumprida durante os próximos 90 anos.
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ToggleMansão histórica foi doada em homenagem ao marido
Conhecida como Ca’ Venier, a propriedade tem uma ligação antiga com a família.
O imóvel foi adquirido pelo pai de Gianmarco Venier na década de 1940, e a relação com a cidade de Varenna permaneceu ao longo dos anos.
Gianmarco frequentava a região desde criança e voltou ao local em diferentes momentos da vida.
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Para Loredana, portanto, a casa não era apenas uma residência de alto valor financeiro, mas um espaço associado à história do casal e às pessoas que fizeram parte dela.
A viúva decidiu transferir a propriedade ao município para homenagear o marido e permitir que outras pessoas também aproveitem o lugar.
Doação tem uma condição que vale por 90 anos
A transferência do imóvel foi acompanhada de uma exigência: durante os próximos 90 anos, a mansão deverá ficar disponível para atividades sociais, culturais e turísticas.
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A condição foi registrada legalmente e deverá ser respeitada pelo município. A propriedade poderá receber exposições, eventos e celebrações.
O prefeito de Varenna, Mauro Manzoni, agradeceu a iniciativa e destacou que foi a primeira vez na história da cidade que uma pessoa doou ao município um imóvel particular de tamanha importância.
Imóvel preserva móveis antigos e obras de arte
Avaliada em mais de 1,6 milhão de euros, cerca de R$ 9,1 milhões, a Ca’ Venier reúne móveis antigos, obras de arte, tapetes, lutres históricos e outros objetos ligados à trajetória da propriedade.
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A mansão tem dois andares, jardim, terraço panorâmico e um anexo independente.
No interior, há cozinha, sala de jantar, sala de estar e uma varanda voltada para o jardim. No andar superior, ficam três quartos e dois banheiros.
Loredana não tem filhos nem outros descendentes diretos e decidiu que a casa poderia ganhar um novo significado ao ser compartilhada com a população.
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A viúva também destacou a generosidade do marido, que ajudava muitas pessoas sem buscar reconhecimento.
A mansão era um lugar especial para o casal e costumava receber parentes, amigos e conhecidos. “Na ausência de herdeiros diretos, acredito que seja bom oferecer tanta beleza à coletividade”, afirmou Loredana.



