A casa alta ou a Câmara alta como é conhecido o Senado, teve sua história reescrita nas eleições do primeiro turno em 2026. A consagração de Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública paulista, como o candidato ao Senado mais votado da história do Brasil remonta à lista que tinha desde 2010 o ex-senador Aloysio Nunes (PSB-SP) como recordista da casa. A eleição do deputado estadual André do Prado (PL-SP), assumiu a segunda colocação no ranking histórico do país..
Continua após a publicidade
Table of Contents
ToggleO ranking dos recordistas nacionais de votos para a Câmara Alta
A lista de concorrentes que obtiveram os maiores volumes brutos de votação para o Senado é composta integralmente por políticos do estado de São Paulo. A classificação atualizada é encabeçada por Guilherme Derrite (13.273.880 votos) e André do Prado (12.703.089 votos). Aloysio Nunes agora ocupa o terceiro posto com 11.189.168 votos.
Seguidos de:
Continua após a publicidade
- 4º: José Serra (PSDB-SP) com 11.105.874 votos em 2014
- 5º: Marcos Pontes (PL-SP) com 10.714.913 votos em 2022
- 6º: Aloizio Mercadante (PT-SP) com 10,50 milhões de votos em 2002
- 7º: Major Olímpio (PSL-SP) com 9,04 milhões de votos em 2018
- 8º: Eduardo Suplicy (PT-SP) com 8,99 milhões de votos em 2006
- 9º: Marta Suplicy (PT-SP) com 8,31 milhões de votos em 2010
A contabilização respeita os partidos aos quais os parlamentares estavam filiados na época da eleição.
A influência da dimensão do eleitorado paulista nas estatísticas
O predomínio absoluto de São Paulo na lista de votações decorre da concentração demográfica do estado, que reúne 34.104.226 eleitores aptos e responde por 21,48% do contingente eleitoral brasileiro. Essa proporção faz com que os dados brutos favoreçam candidatos da região paulista, independentemente do percentual relativo atingido dentro do estado.
Como efeito de comparação, Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país com 16.377.659 eleitores (10,32%), registrou como senadores eleitos em 2026 os nomes de Domingos Sávio (PL-MG), com 4.965.692 votos, e Marília Campos (PT-MG), que somou 3.984.339 votos.
A recomposição do Congresso e a distribuição de forças partidárias
O primeiro turno das eleições de 2026 definiu a composição de 54 das 81 cadeiras do Senado Federal, em uma disputa em que o eleitor teve direito a dois votos em razão da renovação de dois terços do plenário.
Continua após a publicidade
O Partido Liberal (PL) obteve o desempenho mais expressivo da eleição ao conquistar 19 vagas, passando a liderar o Senado com uma bancada total de 28 parlamentares. Na sequência, o MDB elegeu sete senadores e o PT conquistou seis assentos.
As legendas PP, PSB, União Brasil e Novo elegeram três representantes cada uma, enquanto Republicanos, PSD, PSDB e Podemos asseguraram duas vagas por partido. A lista de eleitos é completada por Rede e PDT, que conquistaram uma vaga cada.
Continua após a publicidade
*Com edição de Nicoly Souza



