Descubra os fatos que levaram a capital brasileira a virar Patrimônio da Humanidade, a maior área tombada do planeta e sucesso no Instagram.
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Reconhecida pela Unesco em 1987, a capital brasileira reúne obras de Niemeyer e Lúcio Costa em uma escala urbanística única no planeta (Foto: Agencia Brasília)
A capital do Brasil ostenta um título que poucos lugares do planeta conseguiram alcançar. Desde 1987, a cidade faz parte do seleto grupo de patrimônios da humanidade declarados pela Unesco, figurando ao lado de marcos lendários como a Muralha da China, as Pirâmides do Egito e a Acrópole de Atenas. Com 112,5 km², é a maior área urbana tombada do mundo.
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ToggleOs números do patrimônio monumental
- Fenômeno no Instagram: O acervo de Niemeyer e Lúcio Costa garante à cidade o 8º lugar entre os patrimônios mundiais mais fotografados do mundo.
- Legado de preservação: a lei de proteção cultural no país foi consolidada por Rodrigo Melo de Andrade, fundador do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1937.
A história por trás da construção
A fundação da nova capital em 21 de abril de 1960 foi a realização da “Meta Síntese” do presidente Juscelino Kubitschek. O desenho urbano de Lúcio Costa separou as funções da cidade e integrou a arquitetura ao trabalho de grandes artistas:
- Esculturas: Destacam-se “Os Dois Candangos”, de Bruno Giorgi, e “A Justiça”, de Alfredo Cheschiatti.
- Paisagismo: Projetos de Burle Marx emolduram os palácios do governo.
- Painéis de azulejos: A assinatura geométrica de Athos Bulcão ornamenta a Igrejinha e o Teatro Nacional.
Mesmo com o surgimento de novas áreas habitacionais ao redor do Plano Piloto, como Vila Planalto, Cruzeiro e Sudoeste, o núcleo tombado preserva a essência que colocou o Brasil no topo da arquitetura mundial.
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A construção do projeto modernista
O plano de erguer a nova capital no interior do país foi a principal bandeira do plano de governo do presidente Juscelino Kubitschek. O edital para a escolha do desenho urbano foi lançado em setembro de 1956, consagrando a proposta do urbanista Lúcio Costa.
O projeto destacou-se pela separação funcional entre áreas de trabalho, lazer e moradia, além de integrar permanentemente a arquitetura às artes visuais. A cidade ostenta esculturas de Bruno Giorgi e Alfredo Cheschiatti, jardins de Burle Marx e os famosos painéis de azulejos de Athos Bulcão espalhados por edifícios públicos e religiosos.
*Com edição de Nicoly Souza



