Quando o desfile chega ao fim na Rua XV de Novembro, o público começa a migrar em massa para o Parque Vila Germânica, em Blumenau. Depois de duas horas acompanhando carros alegóricos, bandas, trajes típicos e personagens pelas ruas do Centro de Blumenau, a multidão segue para onde a Oktoberfest ganha, oficialmente, o sinal de partida nesta quarta-feira (7).
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Oktoberfest Blumenau 2026: o guia completo da maior festa alemã das Américas
É no pavilhão Spaten Platz, coberto do chão às paredes por madeira, que a celebração muda de ritmo. Por volta das 22h, quando “Sweet Caroline” que vinha ocupando o espaço começa a perder volume, o público se ajeita. Celulares aparecem acima das cabeças, um drone sobrevoa a multidão e o palco passa a concentrar uma atenção que, até então, estava espalhada pelos pavilhões.
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A luz diminui. A música para. Assobios ecoam. Luzes coloridas piscam. “Hallo, Blumenau!” ressoa alto o suficiente para tremer o chão e ecoar no peito de quem está no pavilhão. Depois dos anúncios e apresentações, as autoridades e a realeza sobem ao palco.
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ToggleVeja fotos da 1ª noite de Oktoberfest Blumenau
Homenagem a Ingo Penz
Um vídeo do homenageado deste ano Ingo Penz relembrou a trajetória da figura ilustre da Oktoberfest. Logo depois, ele próprio surge acompanhado dos 12 monges, com o caneco oficial em mãos e tochas acesas. Um holofote acompanha a procissão em meio à multidão. O coral dos Velhos Camaradas se junta à bateria que recebe o grupo até o palco. Os celulares permanecem erguidos. Os olhares acompanham cada movimento. O hino alemão e o brasileiro unem as vozes e fazem o chão estremecer.
Lado a lado, um monge e Ingo sobem ao palco e entregam o caneco oficial à rainha.
São poucos aqueles que esperam pela sangria do barril como Marcelo Santana, de 39 anos, morador de Mogi das Cruzes, em São Paulo. Ele é o único de pé diretamente na linha de tiro do barril e, quando estoura, é só alegria. Banhado da cabeça aos pés diversas vezes por chope, ele conta que vem anualmente para a Oktoberfest Blumenau desde 2015. Chegou na cidade nesta quarta-feira (7) e seguirá se divertindo na Oktoberfest até sábado (9).
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“É a melhor festa que eu já vi. Lá em São Paulo, tem outras festas, mas é tumultuado. Aqui, a cultura alemã é da hora, todo mundo se diverte, pode curtir, brincar e beber tranquilo”, elogia.
O objetivo é chegar a 100 Oktobers aos 65 anos, considerando que consegue visitar três festas anualmente, no mínimo, como explica. A relação com a Oktoberfest, porém, começou antes de 2015. Esta é a 25ª edição da festa de que Marcelo participa no total.
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Sangria do primeiro barril e celebração à Oktoberfest
Além das tatuagens com os logos da Oktoberfest Blumenau e da patrocinadora oficial, Spaten, a própria história do casamento com Katia de Santana Santos virou uma declaração de amor à festa. Em vez de uma lua de mel ou de uma comemoração convencional, reservaram os dias depois do casamento para ir à Oktoberfest.
A abertura do primeiro barril e a sangria funcionam como o sinal de que a espera acabou. Nesse momento, os aplausos crescem, os canecos se levantam e a multidão entende, sem que ninguém precise explicar, que a Oktoberfest começou. E melhor: sob as bênçãos de São Pedro.
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Depois, como se alguém tivesse apertado um interruptor, a atenção volta a se espalhar. Alguns seguem para os outros pavilhões, outros procuram comida, enquanto há quem vá atrás da banda que começa a tocar. Crianças cansadas são carregadas no colo, amigos se abraçam e os primeiros canecos da noite já estão cheios.
Afinal, é tempo de Oktoberfest.



