Conhecido pelos solos de guitarra que ajudaram a definir o som do Queen, Brian May passou os últimos 13 anos envolvidos em uma transformação bem diferente dos palcos. Isto por que, em uma antiga área agrícola no interior da Inglaterra, o guitarrista ajudou a plantar mais de 100 mil árvores e arbustos para recuperar a vegetação e abrir espaço para a vida selvagem.
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O terreno fica em Bere Regis, no condado de Dorset, e ocupa 157 acres, aproximadamente 63 hectares. O trabalho começou em 2013 e mudou gradualmente a paisagem local: onde predominavam terras utilizadas pela agricultura, hoje há bosques, campos de flores silvestres, vegetação rasteira e áreas abertas.
Ao todo, o May’s Wood chegou à marca de 101 mil árvores e arbustos nativos plantados. A iniciativa também criou novos habitats para insetos, aves e pequenos mamíferos, numa tentativa de devolver biodiversidade a uma área modificada durante anos pela atividade agrícola.
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ToggleComo nasceu o May’s Wood
A primeira etapa ocorreu em setembro de 2013. May se juntou a moradores de Bere Regis para iniciar o plantio e, somente naquele dia, cerca de 600 árvores e arbustos foram colocados no terreno.
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Desde o começo, a intenção não era simplesmente cobrir toda a propriedade com árvores. O planejamento previa diferentes tipos de ambiente, com bosques intercalados por campos, vegetação baixa e flores silvestres. Essa variedade permitiria oferecer abrigo e alimento a espécies distintas conforme a área se recuperasse.
O nome May’s Wood surgiu entre os próprios moradores e acabou incorporado à iniciativa. Nos anos seguintes, novos plantios ampliaram a cobertura vegetal até superar a meta inicial de 100 mil exemplares nativos.
Com o crescimento das árvores, a mudança deixou de ser percebida apenas pelos números. A vegetação amadureceu, extensões de flores silvestres se espalharam pelo terreno e animais passaram a encontrar novos espaços para alimentação e abrigo.
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De terra agrícola a refúgio
No décimo aniversário do May’s Wood, o cenário já era bastante diferente daquele encontrado no início do projeto. Uma atualização divulgada em 2024 contabilizava 101 mil árvores e arbustos nativos nos 157 acres, além das áreas reservadas à vegetação natural.
O planejamento também procurou conectar o terreno a outros espaços destinados à fauna na região. Com isso, o bosque passou a funcionar como parte de uma paisagem mais ampla, em vez de permanecer como uma faixa verde isolada em meio às propriedades rurais.
O trabalho está ligado à atuação ambiental que May mantém há anos. O guitarrista fundou a Save Me Trust, organização dedicada à proteção de animais silvestres, e participa de campanhas relacionadas à conservação da fauna britânica.
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Outra frente apoiada pelo músico é a Harper Asprey Wildlife Rescue, organização que atua no atendimento de animais como raposas, texugos, ouriços e cervos. A defesa da fauna, portanto, ajuda a explicar por que a recuperação de May’s Wood foi planejada para criar habitats, e não apenas uma nova área arborizada.
Do Queen à astrofísica
A relação de Brian May com a ciência começou muito antes da criação do bosque. Antes de alcançar fama mundial com o Queen, ele estudou Física e Astronomia no Imperial College London e iniciou uma pesquisa de doutorado.
A ascensão da banda nos anos 1970 interrompeu a carreira acadêmica. Mais de três décadas depois, May retomou os estudos e concluiu, em 2007, o doutorado em astrofísica, com uma pesquisa sobre poeira interplanetária.
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Na música, sua trajetória atravessa mais de meio século. Integrante da formação clássica do Queen ao lado de Freddie Mercury, Roger Taylor e John Deacon, May escreveu algumas das músicas mais conhecidas do grupo, entre elas “We Will Rock You”, “I Want It All”, “Who Wants to Live Forever” e “The Show Must Go On”.
A própria guitarra que se tornou uma de suas marcas nasceu fora de uma fábrica. May construiu a Red Special com o pai ainda jovem e manteve o instrumento ao longo da carreira. Com ela, participou de momentos históricos do Queen, entre eles a apresentação no Live Aid, em Wembley, em 1985.
Uma transformação de 13 anos
2013 cresceram e deram origem a novos bosques. Entre elas, campos de flores silvestres, vegetação rasteira e trechos abertos formam diferentes ambientes para a fauna que voltou a encontrar abrigo no local.
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O trabalho, porém, não termina apenas com o crescimento das árvores. À medida que a floresta amadurece, o objetivo é preservar essa diversidade e permitir que a natureza recupere boa parte do espaço perdido durante décadas de atividade agrícola.
Treze anos depois do primeiro plantio, 101 mil árvores e arbustos ocupam os 63 hectares do May’s Wood. Longe dos palcos que fizeram Brian May conhecido no mundo inteiro, o antigo campo agrícola se tornou um projeto permanente de conservação e um legado que continuará crescendo com ajuda da própria floresta.
*Material feito com ajuda da inteligência artificial e revisado por jornalistas.



