Como a nova senadora do PL pretende pressionar Alexandre de Moraes?

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Como a nova senadora do PL pretende pressionar Alexandre de Moraes?

Bia Kicis, que se elegeu ao Senado pelo DF, define o impeachment de Alexandre de Moraes e anistia aos réus do 8 de Janeiro como prioridades do PL no Senado a partir de 2027

Eleita senadora, Bia Kicis (PL/DF) define plano para pressionar o STF e mira em Alexandre de Moraes (Foto: Victor Piemonte/STF, Maryanna Oliveira, Câmara dos Deputados)

O impeachment do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) e a anistia aos réus do 8 de Janeiro serão prioridades para Bia Kicis (PL-DF) no Senado a partir de 2027. A declaração foi dada ao programa CB.Poder, parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília. A afirmação ganha força com a projeção de que o PL terá a maior bancada da Casa, com 28 a 29 cadeiras. O cenário no Senado é impulsionado pelas vitórias expressivas de Kicis e Michelle Bolsonaro no Distrito Federal (DF).

Desconfiança e as barreiras no Senado

Para justificar a investida, a parlamentar afirmou que não confia em acordos feitos com o STF. Bia Kicis criticou a forma como o tribunal tem tratado o tempo das condenações e disse que medidas recentes, como a facilidade na progressão para o regime semiaberto concedida a alguns réus do 8 de Janeiro (como Débora Rodrigues dos Santos), não mudam a postura da Corte.

A gente sabe que não dá para confiar em acordo com eles, porque, até hoje, não cumpriram nenhum.

Apesar da força do partido para tentar comandar o Senado, o plano esbarra em regras duras e na política tradicional. Para tirar um ministro do STF do cargo, são necessários 54 votos, ou seja, dois terços de todo o Senado. Além disso, partidos de centro costumam evitar brigas diretas entre os Poderes. Senadores moderados alertam que uma guerra aberta entre o Congresso e a Justiça pode travar a economia e os projetos do país.

A disputa pela liderança da Casa

Na corrida para comandar o Senado, Bia Kicis apoia o senador Rogério Marinho (PL-RN), mas admitiu que o plano pode mudar se ele assumir outro cargo importante. Por isso, a futura senadora também colocou na mesa o nome de Tereza Cristina (PP-MS) como uma alternativa de peso para unir o grupo conservador e liderar a Casa.

*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.

Fonte Original | NSC Total

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