Último mês de odisseia eleitoral em SC terá debates, pesquisas e reforço de presidenciáveis

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Último mês da corrida eleitoral em SC

Candidatos aos cargos em disputa nas Eleições 2026 se preparam para os últimos desafios da campanha a um mês do 1º turno. Os nomes na corrida ao governo de Santa Catarina e ao Senado por SC vão enfrentar uma odisseia de quase 30 dias, com debates, sabatinas, pesquisas, programas de horário eleitoral, comícios com presidenciáveis e propaganda digital. Os duelos vão ajudar a definir quem chegará ao Palácio da Agronômica e aos gabinetes do Senado.

Após o ponto de partida das campanhas, em meados de agosto, o início do horário eleitoral gratuito na semana passada marcou uma nova fase da disputa. Na busca pelo governo do Estado, os primeiros programas foram dedicados a apresentar os candidatos e indicaram os primeiros confrontos que podem ganhar força no próximo mês.

Jorginho Mello (PL) apostou em relembrar sua trajetória pessoal e mostrar obras de programas como o Estrada Boa, enquanto João Rodrigues (PSD) focou em relembrar feitos à frente da prefeitura de Chapecó. A campanha de Gelson Merisio (PSB), por sua vez, exibiu programas com críticas à gestão Jorginho e aos indicadores de violência contra a mulher no Estado. Com pouco tempo de TV, a campanha de Ralf Zimmer (PRD) aposta em chamar os eleitores para os canais de redes sociais.

A corrida ao Senado também teve pistas do tom que as campanhas devem seguir. Os programas de Carlos Bolsonaro (PL), Carol de Toni (PL) e Esperidião Amin (PP) focaram no papel dos senadores na oposição ao governo e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Lunelli (MDB) e também Amin dedicaram espaço a mostrar suas trajetórias pessoal e política. Por fim, Décio Lima (PT) e Afrânio Boppré (PSOL) já exibiram linha combativa com críticas à gestão Jorginho, à família Bolsonaro e defesa do presidente Lula (PT).

Quem são os candidatos ao governo de SC nas Eleições 2026

Próximas paradas

Mas a maior exposição com os programas de rádio e TV foi apenas uma das novidades. Os candidatos também vão se encontrar em ao menos dois debates previstos nas duas últimas semanas da corrida eleitoral. No dia 25, candidatos ao Senado por SC discutem propostas e posicionamentos em debate na NSC TV. No dia 29, a terça-feira que antecede o 1º turno, é a vez do debate com candidatos a governador.

As sabatinas serão outra oportunidade para conhecer melhor os candidatos e suas propostas. Os pretendentes ao governo de SC serão entrevistados no Jornal do Almoço a partir do dia 14 de setembro.

O peso das pesquisas

A direção dos ventos eleitorais também terá importância no caminho dos candidatos até a urna. Duas pesquisas do instituto Quaest contratadas pela NSC vão mostrar o cenário das candidaturas até o 1º turno, na corrida ao governo, ao Senado e à Presidência na visão dos eleitores catarinenses.

No primeiro levantamento, divulgado no final de agosto, Jorginho Mello (PL) apareceu à frente com 50% das intenções de voto, seguido por João Rodrigues (PSD), com 17%, e Gelson Merisio (PSB), com 4%. No Senado, Esperidião Amin (PP) estava numericamente à frente, com 19% na combinação dos votos, seguido por Carlos Bolsonaro, do PL (16%), Carol de Toni, também do PL (12%) e Décio Lima, do PT (9%).

O reforço dos presidenciáveis

A reta final também envolve eventos de rua, comícios e atos de campanha com reforço político. No PL, o partido alinha datas para tentar trazer o presidenciável Flávio Bolsonaro a um evento com Jorginho em SC. No PSD, ainda não há alinhamento de agenda com o candidato Ronaldo Caiado, mas o partido deve avaliar a possibilidade na segunda metade de setembro. Por enquanto, a estratégia envolve caminhadas e eventos em bairros e cidades do interior catarinense.

A candidatura de Gelson Merisio já aposta em um comício com a presença do presidente Lula (PT) em Florianópolis, marcado para o dia 13, domingo. Em 2022, um ato com Lula às vésperas do 1º turno foi apontado como um dos episódios que teria alavancado a candidatura de Décio Lima (PT) e o levado ao 2º turno.

Quem são os candidatos ao Senado por SC nas Eleições 2026

Na campanha de Ralf Zimmer (PRD), a estratégia adotada nesta semana foi declarar apoio ao candidato a presidente Augusto Cury (Avante), que chegou a 10% na pesquisa Quaest da última quarta-feira (2) e tem se tornado uma surpresa da disputa. Ralf já se encontrou com Cury em agenda nesta semana no Rio Grande do Sul.

Em outros partidos, como o Missão, a estratégia de trazer a SC o presidenciável do partido também está nos planos da campanha. O candidato Renan Santos deve vir a Joinville no dia 12 para um congresso do partido, que busca impulsionar a candidatura ao governo de Marcelo Brigadeiro.

Os movimentos mostram como o cenário nacional ainda pode produzir efeitos sobre as campanhas em SC. As campanhas ainda terão de administrar a disputa nas redes sociais e eventuais questionamentos na Justiça Eleitoral. Com pouco mais de quatro semanas até a ida às urnas, em 4 de outubro, cada novo fato terá menos tempo para mudar os rumos da disputa.

Fonte Original | NSC Total

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