O passeio de Rosenir Benites pelo Rio Paraguai ainda nem precisava ter começado para o Pantanal apresentar uma de suas moradoras mais impressionantes. Na segunda-feira, 17 de agosto, o guia estava com familiares perto do Porto Geral, em Corumbá, quando alguém percebeu algo entre as pedras.
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A reação veio antes mesmo de qualquer aproximação: havia uma sucuri de cerca de cinco metros junto à margem. O lugar fica próximo ao ponto onde barcos recebem passageiros para passeios, transformando o encontro em uma espécie de inesperada “recepção” aos visitantes.
Para Benites, porém, aquela não era uma desconhecida. Segundo o guia, a serpente aparece repetidamente entre os blocos de pedra e buracos existentes na margem. Em alguns momentos, fica próxima aos pneus; em outros, surge do lado oposto.
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ToggleVizinha gigante
Os cinco metros de comprimento colocam diante do visitante um animal mais longo que muitos carros populares.
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Sucuris são fortemente ligadas à água. O Instituto Butantan explica que integrantes do gênero Eunectes possuem hábitos semiaquáticos, permanecendo com frequência em margens de rios, lagos e áreas inundadas.
Peixes mudam a cena
Há um detalhe menos turístico na rotina criada ao redor do animal. Benites relatou que algumas pessoas jogam peixes perto da sucuri, que acaba se alimentando do que recebe.

A prática, entretanto, contraria recomendações adotadas para o contato com fauna silvestre. O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos orienta que animais selvagens não sejam alimentados, tocados ou cercados, mesmo quando parecem tranquilos ou habituados às pessoas.
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Oferecer comida pode alterar o comportamento natural e aumentar a associação entre seres humanos e alimento. Orientações ambientais do ICMBio também recomendam observar animais à distância e manter uma rota livre para que eles possam se afastar sem serem acuados.
O Pantanal chega perto
No relato de Benites, a sucuri divide a paisagem com outros animais que turistas desejam encontrar durante viagens ao Pantanal. Jacarés também aparecem nas proximidades, enquanto ariranhas estão entre as espécies que visitantes esperam encontrar durante a passagem pela região.

Benites resumiu essa inversão: “Eles não são os intrusos, nós somos”. No Porto Geral, a sucuri de cinco metros acaba lembrando aos visitantes que a atração turística continua sendo, antes de tudo, vida selvagem.



