O candidato a presidente Romeu Zema (Novo) defendeu a privatização de estatais, mudanças nas leis trabalhistas e a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, em entrevista à Globo na noite desta segunda-feira (24). O ex-governador de Minas Gerais foi o primeiro entrevistado da série de sabatinas promovida nesta semana pela emissora, com os jornalistas Cesar Tralli e Renata Vasconcelos.
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Questionado sobre o crescimento da dívida de Minas Gerais, Zema atribuiu o cenário a governos anteriores e afirmou que o Estado reduziu proporcionalmente a dívida.
“Nós temos uma dívida que, proporcionalmente, é menor do que era oito anos atrás. (…) O ajuste foi feito. Hoje, todo fornecedor do Estado, todo funcionário e todo aposentado recebe em dia. A dívida está parcelada em 30 anos. Agora temos fluxo de caixa. Antes, o que tínhamos era dívida vencida, ninguém vendia”, disse.
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Zema também foi questionado sobre como pretende formar maioria no Congresso para privatizar estatais como Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Na resposta, citou a venda da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e outras empresas de MG.
“Ficou faltando uma empresa só (Companhia Energética de Minas Gerais, Cemig), todas as outras foram vendidas. (…) Eu vou fazer o mesmo no Brasil. As empresas brasileiras hoje estão subavaliadas porque têm uma gestão muito ruim”, disse.
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ToggleSalário mínimo, trabalho por hora e Previdência
Sobre o salário mínimo, o candidato prometeu repor a inflação. Questionado se manteria a política de aumento real, acima da inflação, Zema condicionou os reajustes ao desempenho da economia e ao equilíbrio das contas públicas.
“Se a economia estiver indo bem, se nós tivermos as contas equilibradas, sim. O que eu quero muito é que a taxa de juros caia.”
O candidato também defendeu a criação de um regime de trabalho por hora.
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“Eu quero simplificar as leis trabalhistas, criar um regime de trabalho por hora, como existe em todo país sério e desenvolvido, e assim formalizar”, declarou.
O candidato foi questionado sobre uma reforma da Previdência com reajuste automático da idade mínima. Ele disse que, por enquanto, não pretende alterar a idade mínima de aposentadoria.
“Nós vamos mexer à medida que a expectativa de vida aumentar e depois de ver se não conseguimos arrecadar mais com uma maior formalização”, disse.
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Anistia e vacinação
Zema disse discordar das mais de 1,4 mil condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023 e defendeu a concessão de anistia.
“Não existe na história da humanidade uma tentativa de golpe ou um golpe de Estado que tenha sido um movimento de vandalismo como aquele que aconteceu em 8 de janeiro de 2023. Eu darei anistia ou no mínimo um tribunal que não seja político, um tribunal que seja judicial. O que nós vimos no Brasil é perseguição”
O candidato declarou confiar nas urnas eletrônicas, mas citou voto impresso:
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“Eu sou totalmente democrata. Fui eleito pela urna eletrônica, confio na urna eletrônica, que poderia ser melhorada, se tivesse impresso, mas confio. O que nós temos no Brasil hoje são tribunais que estão fazendo mais política do que justiça”
Sobre a queda nos índices de vacinação infantil, criticou medidas contra famílias que não vacinam os filhos.
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“Eu não posso permitir que uma familia, uma criança, seja perseguida porque alguém não tomou uma vacina. (…) É um direito num regime democrático”
Segurança pública e educação
Na segurança pública, Zema citou como inspiração medidas adotadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. O governo salvadorenho é alvo de denúncias de prisões arbitrárias, tortura, desaparecimentos e mortes sob custódia do Estado.
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“O que foi feito lá pode ser adaptado e servir ao Brasil (…) Pra mim bandido é atrás das grades. No Brasil hoje na audiência de custódia, todo mundo é solto. O que eu quero é que na terceira ocorrência seja decretada já a prisão preventiva “
Para enfrentar o feminicídio e a violência contra as mulheres, Zema propôs ampliar delegacias especializadas e casas de acolhimento, usar tornozeleiras eletrônicas em agressores e promover ações de conscientização nas escolas. Na educação, o candidato prometeu multiplicar por dez o número de escolas de turno integral.
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