“Quanto antes vir, melhor”: mensagens mostram preocupação de equipe antes de queda de helicóptero com cantor Rick

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Novas imagens mostram destroços do helicóptero que caiu com cantor Rick e mais 4 pessoas na Serra de SC

Mensagens trocadas entre Leopoldo Barros Teixeira, copiloto do helicóptero que levava o cantor Rick, e Juliano Luft, operador do Aeroporto de Lages, mostravam preocupação com as condições do tempo horas antes do voo. O acidente aconteceu na segunda-feira (21), em Urubici, na Serra de Santa Catarina. As cinco pessoas que estavam na aeronave morreram.

“Ele me perguntou se eu poderia mandar uma foto das condições do tempo”, relatou Juliano ao Fantástico, da TV Globo. O helicóptero pararia em Lages para abastecer.

Às 7h52min, Juliano enviou mensagens para o copiloto alertando sobre as condições climáticas: “Mais tarde chove. Quanto antes vir, melhor”. Além disso, mandou uma foto do céu em Lages.

Mais tarde, Leopoldo ligou para Juliano, questionando novamente sobre o tempo, como mostram os registros obtidos pelo Fantástico.

Ele me ligou falando que estava ciente que o tempo estava ruim onde eles queriam ir, no destino deles. Me perguntou se poderia mandar uma foto e vídeo das condições do tempo em Lages.

Para a manhã de segunda-feira, a Defesa Civil de Santa Catarina havia emitido um alerta para tempestade severa na região de São Joaquim, cidade onde Rick teria um almoço com o prefeito. Às 11h, o helicóptero decolou de Porto Belo. Alguns minutos depois, Juliano tentou novo contato, mas não foi possível.

Veja fotos dos destroços do helicóptero que caiu em Urubici

“11h37 eu mandei uma mensagem perguntando se já tinham estimado se vinham em Lages abastecer. Ele já não respondeu mais e não recebeu a mensagem”, afirmou.

A Força Aérea Brasileira (FAB) estima que o helicóptero tenha caído às 11h35, um minuto após o último sinal emitido pela aeronave. Responsável por investigar o acidente, a FAB afirmou que as “condições climáticas na região serrana eram desfavoráveis, com chuva forte, ventos intensos e baixa visibilidade devido à alta nebulosidade” no momento da queda.

As causas do acidente ainda são investigadas. A caixa-preta do helicóptero foi localizada e deve auxiliar na apuração do caso.

Quem eram os ocupantes do helicóptero

Rick

Rick tinha 59 anos. Nascido em Tocantins, começou a cantar ainda quando criança, em bares, ao lado de uma das irmãs, já em Brasília, onde se mudou com a família.

Formou dupla com Renner nos anos 1980, também em Brasília, fazendo sucesso anos depois. Uma das músicas mais famosas da dupla é “Ela é Demais”, do refrão “uma deusa, uma louca, uma feiticeira”.

Bruno Avelar

Bruno Avelar, era um empresário, influenciador e palestrante, conhecido como criador do projeto “O Poder do Network”. Ele organizaza encontros e palestras voltados à capacitação de executivos e lideranças corporativas em diversos estados do país.

Com atuação como Chief Visionary Officer (CVO) em diferentes frentes empresariais, Avelar também integrava a sociedade da Mentoring League Society (MLS) e fazia parte do elenco de palestrantes representados pela agência de influenciadores Non Stop.

Paulo Soares

Paulo Soares era videomaker e trabalhava em São Paulo, mas acompanhava o empresário Bruno Avelar em viagens. Ele morava em Osasco, em São Paulo, e trabalhava em Barueri, fazendo parte da equipe de mídia de Bruno.

O videomaker era casado e costumava compartilhar nas redes sociais bastidores do trabalho dele. 

Leopoldo Barros Teixeira

Leopoldo era natural de São Paulo e estava trabalhando como copiloto da aeronave.

Antônio Roberto Nóbrega de Araújo

Antônio era natural de Acari, no Seridó do Rio Grande do Norte. Ele pilotava helicópteros e tinha experiência na área.

O que diz a empresa responsável pelo helicóptero

A JTA Empreendimentos manifesta profundo pesar pelo falecimento das cinco pessoas que estavam a bordo da aeronave Bell 430, localizada nesta terça-feira (22), na Serra Catarinense. Neste momento de dor, a empresa expressa sua solidariedade aos familiares e amigos de todas as vítimas.

Desde o início das buscas, José Antunes, fundador e CEO da JTA, acompanha pessoalmente, no local, o trabalho das autoridades. A empresa permanece mobilizada para prestar o apoio necessário e colaborar com os procedimentos pertinentes, incluindo o translado dos corpos.

Em respeito às vítimas e às suas famílias, a empresa aguardará as apurações realizadas pelos órgãos competentes para se manifestar a respeito. Neste momento, a prioridade da JTA é amparar as famílias, colaborar com as autoridades e conduzir todas as providências com respeito, responsabilidade e transparência.

Fonte Original | NSC Total

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