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Por que sentimos o mesmo toque de formas diferentes? Estudo responde

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Por que sentimos o mesmo toque de formas diferentes? Estudo responde

Descoberta na Suíça revela nova via cerebral que ajusta a sensibilidade ao tato e pode ajudar a explicar distúrbios como o autismo

(Imagem: sutadimages/Shutterstock)

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Cientistas da Universidade de Genebra (UNIGE) descobriram um novo mecanismo que explica por que percebemos um mesmo estímulo sensorial de maneiras diferentes.

O estudo, publicado na Nature Communications, revela uma forma inédita de comunicação entre o tálamo e o córtex somatossensorial — regiões do cérebro responsáveis por processar estímulos táteis.

Descoberta muda entendimento da percepção tátil (Imagem: Alexander Supertramp/Shutterstock)

O que os pesquisadores descobriram

  • Tradicionalmente, acreditava-se que o tálamo apenas transmitia sinais ao córtex, como uma estação de retransmissão.
  • No entanto, os pesquisadores identificaram uma via pela qual projeções específicas do tálamo influenciam diretamente a excitabilidade dos neurônios piramidais do córtex, especialmente na região superior, rica em dendritos.
  • Essa modulação altera o estado de prontidão dos neurônios para responder a estímulos futuros, sem provocar uma resposta imediata.
Pesquisadores identificaram via cerebral que “prepara” o córtex para sentir estímulos (Imagem: nobeastsofierce / Shutterstock)

Utilizando camundongos, os cientistas estimularam os bigodes dos animais — equivalentes ao tato humano — e observaram como essas projeções talâmicas não ativavam diretamente os neurônios, mas tornavam-nos mais sensíveis.

Essa sensibilidade é ajustada por meio da liberação de glutamato, que se liga a receptores alternativos nos dendritos, promovendo uma preparação para futuras entradas sensoriais. Esse mecanismo de modulação é distinto do equilíbrio tradicional entre neurônios excitatórios e inibitórios.

Implicações futuras

Ao identificar essa nova via, os cientistas abrem caminho para entender melhor como fatores como atenção, estado de vigília e distúrbios neurológicos — como o autismo — influenciam a percepção sensorial.

A descoberta sugere que a percepção do tato não depende apenas da intensidade do estímulo, mas também de interações dinâmicas entre diferentes regiões cerebrais que moldam como sentimos o mundo ao nosso redor.

Nosso cérebro é capaz de modular a percepção do tato em tempo real (Imagem: sutadimages/Shutterstock)


Leandro Costa Criscuolo

Colaboração para o Olhar Digital

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.


Fonte Original | Notícias – Olhar Digital

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