Após a reeleição do presidente Lula (PT), o Google Trends, ferramenta que mostra as tendências de buscas no site, mostrou que as pesquisas pelo termo “migração Paraguai” cresceram 5.000% na última semana. No entanto, para quem está pensando em migrar para os países vizinhos e já está na idade de aposentadoria, a opção mais adequada pode ser outro país: o Uruguai.
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Um levantamento da Global Citizen Solutions colocou o Uruguai na primeira posição entre os melhores países para se aposentar no exterior em 2026. O estudo analisou dezenas de programas destinados a aposentados e pessoas com renda passiva que desejam estabelecer residência fora de seu país de origem.



O ranking faz parte do Global Retirement Report and Index 2026 e compara 46 programas de residência voltados a esse público.
A avaliação considera diferentes fatores que podem pesar na decisão de quem pretende passar a aposentadoria em outro país.
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ToggleQuais são os melhores países para se aposentar no exterior?
De acordo com o levantamento, os dez primeiros colocados são:
- Uruguai
- Ilhas Maurício
- Espanha
- Costa Rica
- Portugal
- Paraguai
- Letônia
- Andorra
- Itália
- Grécia
A diferença entre os dez primeiros colocados é inferior a quatro pontos, segundo a metodologia apresentada no relatório.
Isso mostra que a disputa entre os países mais bem avaliados foi bastante próxima. Cada destino apresenta características diferentes para quem procura residência durante a aposentadoria.
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Por que o Uruguai ficou em primeiro lugar?
Um dos principais pontos destacados pelo estudo é o próprio programa de residência uruguaio. O país permite que o estrangeiro solicite residência permanente diretamente, sem precisar passar primeiro por uma etapa temporária.
Para participar do programa, é necessário comprovar renda mensal de aproximadamente US$ 1.700, valor equivalente a cerca de R$ 10 mil na cotação atual. Outro aspecto considerado pelo relatório é a possibilidade de incluir familiares no processo de residência.

A legislação uruguaia também permite, segundo o levantamento, a solicitação de cidadania depois de determinado período de residência. O prazo indicado é de três anos para pessoas casadas e cinco anos para solteiros.
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Brasil aparece entre os destaques das Américas
O Brasil também aparece com destaque no levantamento. O país ficou em quinto lugar entre os 17 programas analisados nas Américas. Um dos principais pontos positivos apontados pelo relatório é a velocidade do processo de residência.
A estimativa apresentada é de aproximadamente três a cinco meses, colocando o programa brasileiro entre os mais rápidos avaliados. Para um aposentado estrangeiro que deseja morar no Brasil, o estudo indica uma exigência de renda mínima de US$ 2.000 mensais.
O programa também permite a inclusão de pais dependentes, característica considerada na avaliação relacionada à possibilidade de mudança internacional com familiares.
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Quais critérios foram analisados?
O ranking não considera apenas o custo de morar em determinado país. A Global Citizen Solutions utilizou cinco grandes categorias para comparar os programas.
Entre elas estão:
- Qualidade de vida
- Mobilidade e possibilidade de obter cidadania
- Tributação
- Custos e investimentos
- Facilidade do processo de residência
A proposta é avaliar as condições oferecidas a estrangeiros que possuem renda suficiente para se manter e desejam transformar outro país em seu local de residência durante a aposentadoria.
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Tributação pesa na avaliação brasileira
A tributação é um dos fatores que reduzem a pontuação brasileira no estudo. Segundo o relatório, Brasil e Chile tributam residentes sobre a renda mundial. Já países como Costa Rica e Paraguai possuem características relacionadas à tributação territorial.
Essa diferença pode ter impacto significativo para aposentados que recebem renda, investimentos ou outros recursos provenientes de diferentes países.
Por isso, uma eventual mudança internacional exige uma análise individual da situação financeira e tributária antes da tomada de decisão.



