A poucos dias da estreia na Libertadores de Futsal, o Sorocaba intensifica a preparação para a competição continental. Em entrevista nesta quinta-feira ao Tem Notícias, da TV TEM, Rodrigo Capita analisou os adversários do torneio, destacou o crescimento do futsal sul-americano e se emocionou ao falar sobre a última Libertadores da carreira.
O Cachorrão chega embalado para mais uma disputa de Libertadores de Futsal. Na última rodada do Campeonato Paulista, o time sorocabano venceu o Guarulhos por 3 a 2 e viu o Rodrigo Capita atingir a marca de 970 gols na carreira, após marcar duas vezes e distribuir uma assistência.
Agora, o foco da equipe está totalmente voltado para a sequência decisiva da temporada. Antes da estreia na Libertadores, o Sorocaba encara o Carlos Barbosa na próxima terça-feira (19), pela Liga Nacional de Futsal. Depois, a equipe continua na cidade para a disputa continental.
No domingo (24), às 14h, o time estreia contra o Divino Niño, do Equador. Na segunda-feira (25), encara o Panta Walon, do Peru, também às 14h. Já na terça-feira (26), fecha a primeira fase diante do Centauros, da Venezuela. As três equipes dividem o Grupo B com o clube sorocabano.
Em entrevista ao TN1 Rodrigo Capita falou sobre o momento vivido pelo elenco e destacou a preparação realizada visando a competição.
— Estamos empolgados, felizes pelo momento da equipe. A equipe está em campeonatos internacionais importantes. Libertadores é a terceira consecutiva. Esperamos fazer um grande jogo, vamos um pouquinho antes, temos um jogo na terça-feira com o Carlos Barbosa, que é o sediador da competição.
– Já vamos ficar a semana toda para entrar no clima, todo mundo 100%, quem estava de lesão, voltando, quem está um pouquinho machucado nós estamos preservando, para chegar 100% para o Ricardinho escolher os melhores para jogar.
Apesar do favoritismo brasileiro, o capitão fez questão de alertar para o crescimento do futsal sul-americano e projetou dificuldades na fase de grupos. O Sorocaba Futsal é bicampeão da Libertadores de Futsal.
— A equipe do Peru é praticamente a seleção peruana. Uma equipe que está acostumada a jogar, estão sempre jogando a Libertadores e sempre dão trabalho. O Centauros da Venezuela é um time forte fisicamente, a maioria são jogadores da seleção venezuelana, vai dar trabalho. A equipe do Equador é uma que não podemos perder pontos de jeito nenhum, porque senão podemos nos complicar na tabela. Nós não teremos vida fácil não.

Rodrigo também analisou os outros grupos da Libertadores. No Grupo A estão Peñarol, atual campeão da competição sobre o Sorocaba, Boca Juniors, Fantasmas e o anfitrião Carlos Barbosa.
— Esse grupo é complicado, o Boca Juniors que é um time muito chato de se jogar, com jogadores da Argentina no time. O Peñarol, uma equipe muito forte fisicamente, muito forte mesmo, um jogo de contato. E a equipe do Fantasmas da Bolívia que é a seleção boliviana, não é uma grande potência mas estão acostumados a jogar toda hora. Não vai ser fácil esse grupo.
Já o Grupo C conta com Nacional, Cerro Porteño, Deportivo Lyon Cali e Colo-Colo. Para o capitão do Sorocaba, Cerro e Colo-Colo aparecem como favoritos.
— Eu acredito que o Colo-Colo e o Cerro Porteño (sejam os favoritos). O Cerro também tem jogadores da seleção paraguaia. E o Nacional correndo por fora com a seleção do Uruguai. São times que se baseiam nas seleções dos países deles.
O jogador também relembrou as primeiras Libertadores disputadas na carreira e destacou a evolução das equipes de outros países nos últimos anos, afirmando que a vantagem que o Brasil tinha em relação aos países vizinhos, agora, está menor.
— Diminuiu. Eu pego Libertadores desde quando eu jogava em Carlos Barbosa e, quem vai chegar? Os dois times brasileiros, que chegavam na final e jogavam. Mudou muito, não podemos bobear senão, ficamos fora do momento que nós esperamos, que é semifinal e final.
Sobre a estreia diante do Divino Niño, Rodrigo destacou a importância de começar pontuando. A sequência de jogos em dias consecutivos será outro desafio para o elenco sorocabano. Segundo o capitão, o planejamento passa diretamente pela condição física do grupo e pela utilização do elenco ao longo da competição.
— É importante, porque é a equipe que não podemos perder pontos. Vai ser uma equipe mais tranquila, claro, estreia é sempre estreia, o futebol já nos mostrou isso, mas esperamos fazer um grande jogo e começar bem a competição.
— Por isso que eu falo do elenco estar 100%. Nós esperamos não fazer uma guerra no primeiro jogo, esperamos rodar o elenco, o Ricardo pretende isso também. Aí jogamos a nossa classificação no segundo dia, vencendo os dois dias, provavelmente estaremos classificados e podemos dar uma segurada no terceiro dia. Vamos ter que jogar jogo a jogo, sabemos que não dá para planejar tudo, um tropeço, um empate, tudo vira final para nós. Esperamos chegar na última rodada já classificados.
O camisa 14 também comentou sobre as mudanças promovidas por Ricardinho durante a temporada e explicou que as trocas feitas pelo treinador estão diretamente ligadas à maratona enfrentada pelo clube desde o início do ano.
— É muito em função da preparação para a Libertadores, até porque perdemos alguns jogadores no meio do caminho. Começamos a pré-temporada muito cedo por conta da Supercopa, e em um mês estávamos jogando por vaga na Libertadores.
– Tivemos que trocar o pneu do carro com ele andando, mas conseguimos, estamos chegando bem, tem um ou outro um pouquinho mais preocupado com lesão, mas, provavelmente todo mundo na Libertadores.
A classificação para o torneio continental veio justamente através do título da Supercopa, conquistado diante do Atlântico, em Erechim. Na decisão, o Sorocaba venceu de virada por 4 a 2 e garantiu a vaga para a competição internacional.
Ao relembrar o torneio, Rodrigo destacou o desgaste mental provocado pela sequência de jogos decisivos.
— A mente cansa, e é muito difícil pela decisão que é. Uma vaga de um torneio internacional, tivemos quatro ou cinco jogos para fazermos, na casa do adversário, sabíamos da dificuldade, mas conseguimos a vaga.

A Libertadores deste ano terá um significado ainda mais especial para Rodrigo Capita. O atleta confirmou que esta será sua última disputa da competição continental e revelou que o fato da edição ser realizada em Carlos Barbosa teve peso importante na decisão de prolongar um pouco mais a carreira.
Durante a entrevista, o capitão se emocionou ao falar da própria trajetória e da relação construída com os dois clubes que marcaram sua carreira.
— Pesou porque eu joguei apenas em dois clubes, Carlos Barbosa e o Sorocaba. Quando teve a vaga e o Carlos Barbosa pegou, eu falei “tenho uma chance ali”, tínhamos 10 a 15% de chegar e chegamos, falei “já que está ali, vamos mais seis meses” e deu certo, vamos para lá.
— Acho que vai ser uma história bonita, estou levando minha família toda comigo. Eu até me emociono, porque são 20 anos disso aqui e tem muita história. Essas duas camisas têm muita história, eu devo muito a Carlos Barbosa, foi onde eu cheguei na seleção brasileira, onde as pessoas conheceram o Rodrigo. Já para esse lado, foi o “boom” da minha carreira, com o Fred naquela série que tivemos aqui na nossa região, meu carinho é enorme, meu coração, claro que é do Magnus, sempre vai ser do Magnus, até porque são 14 anos, tenho uma residência aqui, toda a história, fiz família aqui. Eu chego como Rodrigo e agora eu sou o Rodrigo Capita, eu devo muito a Sorocaba.
Na reta final da entrevista, Rodrigo falou sobre o impacto do futsal na cidade de Sorocaba e destacou o papel do clube na consolidação da modalidade no cenário nacional e internacional.
— Quando chegamos em uma cidade, não é só o futsal, não são só as marcas que eu carrego. Carregamos o nome da cidade.
– Eu e o Magnus conseguimos fazer isso, conseguimos carimbar, “quem é o futsal hoje? O futsal está lá em Sorocaba” e pretendemos fazer com que essa Libertadores venha para cá, que o título volte para cá – finalizou.
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Fonte Original | Notícias – LNF





