Na Globo, Flávio minimiza falta de prestação de contas do dinheiro de Vorcaro: “Tudo foi usado no filme”

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Na Globo, Flávio minimiza falta de prestação de contas do dinheiro de Vorcaro: "Tudo foi usado no filme"

Flávio Bolsonaro (PL) minimizou a falta de prestação de contas do dinheiro recebido por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção do filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro (PL), em entrevista ao Jornal Nacional, da rede Globo, na noite desta sexta-feira (28). O senador foi o quinto entrevistado da série de sabatinas promovida nesta semana pela emissora, com os jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli.

Questionado sobre a relação com Vorcaro, Flávio disse que foi uma “relação privada” que “não tem nada de errado”.

Não tem nada de errado em um filho buscar financiamento para um filme do próprio pai. (…) Foi um patrocínio para um filme privado sobre o meu pai”, disse Flávio.

Flávio prometeu fazer a prestação de contas sobre o filme Dark em maio deste ano, mas até o momento não o fez. Questionado sobre isso pelos jornalistas, ele respondeu:

“Essa perícia mostra que além de não ter um centavo de dinheiro público, o patrocinio que foi feito, que a produtora usou para fazer o filme, foi mais do que foi esse patrocínio realizado. Ou seja, o recurso foi todo investido na produção do filme“, disse Flávio.

Os jornalistas voltaram a questioná-lo sobre quando iria tornar público o contrato com Daniel Vorcaro. Flávio disse:

Eu não firmei contrato com ninguém. A minha parte nesse filme foi autorizar o uso da minha imagem e captar investidores. O contrato não sabe a mim”, disse.

Veja imagens da entrevista

“Eu não estou questionando as urnas eletrônicas”

O senador também voltou atrás sobre o que pensa em relação às urnas eletrônicas e disse que vai respeitar o resultado. Ele foi questionado sobre a ocasião em que atacou a credibilidade do sistema eleitoral, em reunião com diplomatas.

“A minha fala foi falando sobre um assunto que tava acontecendo no momento fora do Brasil. Eu sou bem claro ao falar assim: eu não estou questionando as urnas eletrônicas. E realmente eu disse que a empresa que fez as urnas eletrônicas no Brasil era uma empresa venezuelana. Falei errado, ela não fabricou as urnas, ela apenas participou dos processos ao longo do processo eleitoral”, disse Flávio.

Homenagem a miliciano Adriano da Nóbrega

Flávio Bolsonaro foi questionado sobre a homenagem que prestou ao miliciano Adriano da Nóbrega, em 2003 e 2005, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O senador respondeu dizendo que Nóbrega “era um policial exemplar”, na época.

Por que empregar a família de um chefe de um grupo de matadores?”, questionou Renata.

“Na época ele não era isso. Na época ele era um policial exemplar que estava preso injustamente. Foi quando eu conheci os familiares dele, a mãe principalmente, que participava de um movimento de defesa, de mães e mulheres de militares. Como sempre foi minha bandeira a defesa dos policiais, os bons policiais, eu achei por bem trazer ela para trabalhar comigo. Trabalhava direitinho sem problema nenhum“, disse Flávio.

Primeiro nome de eventual governo

Flávio também anunciou o médico Claudio Lottenberg, presidente do conselho do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, como ministro da Saúde de seu eventual governo. 

“Conversei com uma pessoa muito importante, uma pessoa que trabalhou por muito tempo na iniciativa privada, alguém que está pronto para dar sua contribuição na parte da Saúde. Eu quero anunciar o doutor Claudio Lottenberg, que vai ser o meu ministro da Saúde. Uma pessoa preparada, que vai poder botar as melhores práticas do setor privado para o SUS“, disse Flávio.

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Fonte Original | NSC Total

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