Flávio Bolsonaro (PL) foi questionado sobre a homenagem que prestou ao miliciano Adriano da Nóbrega, em 2003 e 2005, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em entrevista ao Jornal Nacional, da rede Globo, na noite desta sexta-feira (28). O senador respondeu dizendo que Nóbrega “era um policial exemplar”, na época.
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“Por que empregar a família de um chefe de um grupo de matadores?”, questionou Renata.
“Na época ele não era isso. Na época ele era um policial exemplar que estava preso injustamente. Foi quando eu conheci os familiares dele, a mãe principalmente, que participava de um movimento de defesa, de mães e mulheres de militares. Como sempre foi minha bandeira a defesa dos policiais, os bons policiais, eu achei por bem trazer ela para trabalhar comigo. Trabalhava direitinho sem problema nenhum“, disse Flávio.
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O senador voltou a dizer que Adriano da Nóbrega foi preso injustamente:
“Uma pessoa que estava presa injustamente, ele foi absolvido depois dessa acusação pela qual ele estava preso. As pessoas têm direito. Ele viu o processo legal, policial militar também é ser humano”, continuou.
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ToggleQuem é Adriano da Nóbrega
Adriano Magalhães da Nóbrega, conhecido como Capitão Adriano, foi um ex-policial militar e ex-integrante do Bope apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como um dos líderes de uma milícia que atuava na Zona Oeste do Rio. Ele morreu em 2020 durante uma operação policial na Bahia.
A relação com Flávio Bolsonaro envolve homenagens e vínculos com o antigo gabinete do senador na Assembleia Legislativa do Rio: em 2005, quando era deputado estadual, Flávio propôs a concessão da Medalha Tiradentes ao ex-PM, além de ter empregado a mãe e a ex-mulher de Adriano. Flávio afirma que o homenageou porque, na época, ele era considerado um “policial exemplar”.
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Veja imagens da entrevista de Flávio no JN
Na entrevista, ele falou sobre sua relação com Daniel Vorcaro e minimizou a falta de prestação de contas do dinheiro do banqueiro dono do Master no filme Dark Horse, sobre a vida de Jair Bolsonaro.
“Além de não ter um centavo de dinheiro público, o patrocinio que foi feito, que a produtora usou para fazer o filme, foi mais do que foi esse patrocínio realizado. Ou seja, o recurso foi todo investido na produção do filme“, disse Flávio.
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Flavio voltou atrás sobre urnas
O senador também voltou atrás sobre o que pensa em relação às urnas eletrônicas e disse que vai respeitar o resultado.
“A minha fala foi falando sobre um assunto que tava acontecendo no momento fora do Braisl,. Eu sou bem claro ao falar assim: eu não estou questionando as urnas eletrônicas. E realmente eu disse que a empresa que fez as urnas eletrônicas no Brasil era uma empresa venezuelana. Falei errado, ela não fabricou as urnas, ela apenas participou dos processos ao longo do processo eleitoral”, disse Flávio.
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