Daiana Gisele Müller, de 38 anos, mulher morta pelo ex-companheiro em Ipira, no Oeste de Santa Catarina, tinha dois filhos com o principal suspeito do crime. O caso aconteceu na terça-feira (20). Nesta quarta-feira (21), o homem teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva pela Justiça.
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As crianças, de 8 e 13 anos, ficaram com um irmão de Daiana, segundo a Polícia Civil. Daiana e o suspeito estavam separados há cinco meses, mas ele não aceitava o fim do relacionamento.
Segundo o delegado Vinicius Ferraz, testemunhas disseram que o investigado tinha uma postura “ignorante”, mas sem relatos de violência física anterior.
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Mulher tinha medida protetiva contra o ex-companheiro
Conforme a Polícia Civil, ela havia procurado a delegacia no dia 8 de outubro, quando registrou um boletim de ocorrência por ameaça contra o homem. Na ocasião, foi requerida a medida protetiva de urgência, deferida no dia seguinte.
Desde então, o ex-marido estava proibido de manter contato com Daiana e de se aproximar dela em menos de 100 metros. No entanto, por volta das 9h30min de terça-feira, o homem teria a assassinado. O corpo da mulher foi encontrado submerso em um riacho.
Da concessão da medida protetiva até o crime investigado como feminicídio, se passaram apenas 11 dias.
Botão do pânico foi acionado antes de feminicídio em Ipira
Menos de uma hora antes do crime, Daiana havia acionado o botão do pânico da Lei Maria da Penha. Horas depois, o homem se entregou à PM em Presidente Castello Banco, a cerca de 36 km de Ipira, e foi conduzido à Central de Plantão Policial de Concórdia.
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O fato de ele ter descumprido a medida protetiva pode ocasionar no aumento de até metade da pena, se condenado.
Daiana trabalhava com a produção de leite na região Oeste do Estado.



