Ministro Luiz Fux defende que a prática do jiu-jítsu desenvolve o equilíbrio emocional e a independência necessários para a atuação de juízes

O ministro Luiz Fux no tatame do STF: filosofia do jiu-jítsu contra pressões nos tribunais.(Foto: Rosinei Coutinho, STF)
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, comparou a filosofia do jiu-jítsu aos desafios diários da magistratura durante uma aula para 45 jovens na sede da Corte. Faixa-coral e praticante da modalidade há 50 anos, o magistrado defendeu que o esporte ensina a independência necessária para aplicar a lei sem receio de pressões externas.
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Para Fux, o tatame funciona como um ambiente de preparação ética e controle do temperamento. A prática desenvolve o equilíbrio emocional indispensável para lidar com momentos de tensão, ajudando o julgador a se manter firme diante de decisões difíceis nos tribunais.
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“Os juízes devem ter um conhecimento, devem ter também uma nobreza de caráter e, acima de tudo, uma independência olímpica: fazer aquilo que eles acham certo, independentemente de haver uma divergência ou outra”, declarou o ministro durante o encontro.
Como o esporte influencia o trabalho na Justiça
Essa mentalidade, segundo o magistrado, acompanha o profissional tanto na vida pessoal quanto na bancada de julgamentos. O objetivo é garantir que o juiz decida com base estrita na lei e em sua consciência, imune a interferências ou críticas pontuais.
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A atividade foi realizada no Centro de Treinamento da Polícia Judicial do STF, que mantém a iniciativa de forma voluntária. O projeto social usa as artes marciais como ferramenta de transformação para promover disciplina, cidadania e afastar crianças e adolescentes da vulnerabilidade.
*Com edição de Nicoly Souza



