Frase do dia da Psicologia: “O amor é uma atividade, e não um afeto passivo; é um erguimento e não uma queda” – a reflexão de Erich Fromm

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Frase do dia da Psicologia Erich Fromm

Quase todo mundo trata o amor como clima: algo que aparece, dura enquanto dura e depois vai embora sem avisar. A linguagem reforça isso em todos os verbos disponíveis. A pessoa se apaixona, é atingida, cai de amores, perde a cabeça. Em nenhuma dessas expressões ela faz alguma coisa. Ela é objeto do que acontece.

Erich Fromm, psicanalista e sociólogo alemão, tratou essa gramática como o problema, e não como detalhe de estilo. Para ele, a razão pela qual praticamente nenhuma atividade humana começa com tanta esperança e fracassa com tanta regularidade quanto o amor está justamente aí: as pessoas acham que basta encontrar a pessoa certa, e não que seja preciso aprender a fazer alguma coisa.

O amor é uma atividade, e não um afeto passivo; é um erguimento e não uma queda.

A escolha das palavras é deliberada e sobrevive bem à tradução. Quem cai não escolhe cair, não treina para isso e não tem como sustentar a queda. Quem ergue está fazendo força, de forma contínua, e pode parar a qualquer momento. São duas descrições incompatíveis da mesma experiência, e a segunda transfere a responsabilidade para quem ama.

Fromm desenvolve isso com uma comparação direta no livro. Quem quer pintar e, em vez de aprender a arte, fica esperando o objeto certo aparecer para então pintá-lo lindamente, não vai pintar nunca. É exatamente isso, segundo ele, que a maioria das pessoas faz com o amor: investe tudo na busca pela pessoa e nada no desenvolvimento da própria capacidade de amar. Na sequência, ele completa que o caráter ativo do amor consiste antes de tudo em dar, e não em receber.

A frase não é exigência de esforço heroico nem convite a suportar o insuportável, e essa é a leitura perigosa que o vocabulário pode sugerir. Fromm é explícito no restante da obra ao listar o que a atividade de amar exige, e os quatro itens são cuidado, responsabilidade, respeito e conhecimento. Respeito, no vocabulário dele, significa que a outra pessoa cresça e se desenvolva como ela é, e não como você precisa que ela seja. Nada disso cabe em relação que fere, e esforço unilateral não é erguimento, é carregamento.

Vale reparar na diferença entre as duas perguntas que se pode fazer sobre um relacionamento. A primeira é se você ainda sente. A segunda é o que você andou fazendo. Fromm passou um livro inteiro argumentando que só a segunda tem resposta útil.

Frase do dia da Psicologia: “Os melhores momentos da nossa vida não são os passivos, receptivos, relaxantes” – a reflexão de Csikszentmihalyi sobre o estado de fluxo.

*Conteúdo gerado com ajuda da Inteligência Artificial e revisado por Jornalistas.

Fonte Original | NSC Total

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