deixar rivais testarem uns aos outros

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deixar rivais testarem uns aos outros

Elon Musk sugeriu que os maiores laboratórios de inteligência artificial permitam que concorrentes testem seus modelos antes do lançamento. A ideia é fazer com que empresas dos Estados Unidos e da China avaliem os sistemas umas das outras em busca de problemas de segurança.

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Para o empresário, a checagem entre rivais evitaria que as próprias empresas fossem as únicas responsáveis por avaliar seus modelos. A proposta surge em meio a novos alertas sobre os riscos da tecnologia e a pedidos por maior controle sobre o desenvolvimento da IA.

Conceito de segurança digital com um cadeado simbolizando proteção de dados e privacidade online, apresentando um usuário digitando em um teclado
Musk defende uma revisão entre rivais para identificar problemas antes do lançamento de novos modelos. – Imagem: Digineer Station/Shutterstock

Como funcionaria o teste cruzado

Pelo plano de Musk, os laboratórios permitiriam que concorrentes executassem uma espécie de bateria de testes nos modelos antes de eles serem lançados ao público. A proposta envolveria empresas norte-americanas e chinesas.

  • Participantes: xAI, OpenAI, Anthropic, Google, Meta e três ou quatro das principais empresas chinesas.
  • Método de análise: concorrentes testariam os modelos para identificar possíveis problemas de segurança.
  • Objetivo: aumentar as chances de encontrar falhas que poderiam passar despercebidas pela própria empresa.

“Em vez de corrigir sua própria prova, você teria pelo menos concorrentes corrigindo sua prova e dando o alarme se vissem preocupações”, afirmou Musk.

O debate sobre frear a IA

A proposta aparece depois que líderes de empresas como Anthropic e OpenAI defenderam uma desaceleração no desenvolvimento de modelos. Pesquisadores também fizeram alertas sobre os possíveis riscos da tecnologia.

Musk e o CEO da OpenAI, Sam Altman, apoiaram a proposta do CEO da Anthropic, Dario Amodei, para desacelerar o desenvolvimento. Amodei sugeriu que laboratórios de IA adotassem avaliações feitas por terceiros, com especialistas que verificariam as práticas de segurança.

A adesão à ideia de Musk, porém, ainda está longe de ser consenso. O empresário reconheceu que seu método pode não ser perfeito, mas defendeu que ele aumentaria significativamente a chance de encontrar problemas.


“As chances de você encontrar problemas são dramaticamente maiores”, disse Musk.

Donald Trump de lado; Trump está na frente de bandeiras de países, durante cúpula do G7, na França
Trump resiste a limites maiores para a IA e afirma que desacelerar o setor poderia favorecer a China. – Imagem: PFG7/Philémon Henry

A barreira política em Washington

O governo Trump tem resistido aos pedidos por maiores limites para o desenvolvimento da IA. O presidente publicou mensagens na Truth Social classificando os temores sobre a tecnologia como uma “farsa” e um “golpe”.

Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional, afirmou que o setor privado é o lugar adequado para lidar com as preocupações envolvendo a IA. Segundo ele, o governo continua monitorando a indústria e poderá usar a aplicação da lei quando necessário para garantir que as empresas ajam de maneira responsável.

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Trump também argumenta que desacelerar o desenvolvimento da IA poderia dar vantagem à China. O próprio Amodei classificou essa questão como um dos dilemas mais difíceis do debate.

Do lado chinês, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores classificou os pedidos por uma desaceleração como “alarmismo”. Musk, por sua vez, afirmou acreditar que a China provavelmente aceitaria sua proposta de testes entre concorrentes.

Valdir Antonelli

Valdir Antonelli

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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Ana Luiza Figueiredo

Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Fonte Original | Notícias – Olhar Digital

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