Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) travaram, na noite desta sexta-feira (23), o debate da Globo, o último antes do segundo turno das Eleições 2026. O embate decisivo foi pautado pela polarização e por atritos verbais, contrastando divergências sobre economia, agronegócio e transporte. Também houve acusações pessoais que envolveram ofensas sobre a perda do dedo do presidente, réplicas sobre milícias e ironias sobre checagens no Google. O caso da menina Ana Clara também esteve presente.
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ToggleTarifa zero e “nove dedos”
Ao ser questionado por Lula sobre a sua posição a respeito da tarifa zero nos ônibus de transporte público aos finais de semana, Flávio Bolsonaro (PL) ironizou a situação durante o debate da Globo.
“Eu sou a favor da tarifa zero, sim. Mas, não adianta você colocar tarifa zero e acabar com o poder de compra do brasileiro. O governo Lula dá com uma mão e tira com nove dedos”, afirmou Flávio Bolsonaro.
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Em oposição, Lula afirmou que Flávio ridicularizou a proposta do governo, que prevê isenção da passagem de ônibus no sábado e domingo.
O candidato Lula rebateu Flávio Bolsonaro após ser chamado de “nove dedos” durante o debate da Globo. O presidente considerou o comentário do candidato do PL ofensivo.
“Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos”, declarou Lula no bloco seguinte.
Lula ressaltou que perdeu o dedo trabalhando enquanto ainda era menor de idade e não aceitaria comentários desrespeitosos sobre isso. Em seguida, Flávio pediu desculpas.
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Agronegócio e “Google”
No debate da Globo, Flávio ainda disse que Lula trata mal o agro. Em resposta, o petista pediu “um Google” e falou que bolsonarista “lambeu Trump”.
“Lula, por que você trata o agro com tanta raiva?”, perguntou Flávio.
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Lula rebateu a declaração e desafiou os brasileiros a pesquisarem os investimentos realizados no setor durante os diferentes governos.
“Ô, galera, dá um Google no que ele falou! Eu duvido que em algum momento do governo do pai dele houve investimento no agronegócio como houve no meu governo!”, afirmou o presidente.
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“É por isso que quando o meu adversário quando ficou lambendo o Trump para taxar o Brasil, eu não fiquei preocupado. Porque eu não nasci com medo de cara feia. Se o Trump não quer comprar do Brasil, eu vou vender em outros lugares”, acrescentou Lula.
Flávio Bolsonaro questionou Lula sobre quem governa o Brasil após o candidato à reeleição pedir checagens das informações durante o debate na TV Globo.
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“Quem é que governa, você ou o Google?”, afirmou Flávio.
Licença maternidade
No debate da Globo, Flávio Bolsonaro (PL) também justificou que foi contra licença maternidade por acreditar que dificultava “mulheres a arrumar emprego”, em 2009, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro.
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Flávio disse que voltou atrás da posição:
Isso faz bastante tempo e na época eu votei acreditando que isso poderia dificultar que as mulheres arrumassem emprego. E eu tava errado. Hoje, depois que eu casei, depois que eu tive filhas, mais do que nunca eu sei da importância da mãe estar perto do filho. Então hoje eu votaria totalmente diferente.
Caso Ana Clara
Lula questionou Flávio Bolsonaro sobre o caso Ana Clara, durante o debate na Globo. A menina foi morta aos aos cinco anos com um tiro de fuzil em Niterói (RJ), em 2021. Em 2024, o senador fez parte da equipe de defesa do policial militar Bruno Dias Delaroli, acusado de matar a criança.
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A mãe da menina, Cristiane Silva, foi convidada por Lula a participar do debate na plateia.
Por que um senador da república evita que um policial assassino não fosse julgado? O que leva um senador a defender um policial que deu um tiro de fuzil numa menina de cinco anos?
Em resposta, Flávio Bolsonaro disse que a morte ocorreu durante uma troca de tiros e que tem “confiança” de que o policial militar Bruno Dias Delaroli não foi o responsável.
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“Eu quero ajudar a senhora [mãe da Ana Clara] a identificar quem foi o autor desse disparo. Eu tenho a confiança de que não foi esse policial”, afirmou Flávio.
Caso Richarlison
No debate, Lula questionou Flávio bolsonaro sobre a ilha do jogador de futebol Richarlison.
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Eu vi um jogador famoso chamado Richarlison da seleção brasileira, conhecido porque comemorava um gol como se fosse um pombo, e muito conhecido na rede digital como “pai do bebê”.
“Ele entrou no SPU há mais de um ano, ficou esperando e o outro cidadão que era amigo do meu adversário, advogado, e que tinha indicado o diretor do SPU, que era um coronel, em apenas uma semana conseguiu o título de uma propriedade, uma autorização que o pai do bebê não conseguiu. Eu queria que me explicasse como é que vocês tomaram a ilha do Richarlison”, continuou Lula.
Em resposta, Flávio disse que Richarlison “está tomando volta do empresário”. Na sequência, Lula disse que “se o Richarlison estiver certo, nós vamos tomar o terreno e devolver a quem é o dono“.



