Nova tentativa de execução em Christa Pike é defendida por um terço dos americanos, diz agência

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Após sobreviver à injeção letal, Christa Pike segue em estado crítico e defesa pede prisão perpétua

Um terço dos americanos, 33%, considera que as autoridades deveriam realizar uma nova tentativa de execução caso o primeiro procedimento não seja concluído. Outros 39% defendem que a pena seja substituída pela prisão perpétua, enquanto 26% não souberam responder. Os dados são de uma pesquisa da Reuters/Ipsos realizada após o caso de Christa Pike, condenada à morte no Tennessee que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal.

Pike, de 50 anos, foi submetida ao procedimento em 30 de setembro, em Nashville. Após receber duas doses de pentobarbital, ela foi encaminhada inconsciente e em estado grave a um hospital, com ferimentos severos nos braços. A condenada recuperou a consciência cinco dias depois. O episódio ganhou repercussão internacional e ampliou a discussão sobre os procedimentos utilizados na aplicação da pena capital.

O levantamento também avaliou o apoio à pena de morte nos Estados Unidos. Atualmente, 55% dos entrevistados são favoráveis à punição para pessoas condenadas por crimes considerados gravíssimos. O índice representa uma redução em relação a 2017, quando 63% dos participantes de uma pesquisa da Reuters/Ipsos declararam apoiar a pena capital. Na pesquisa mais recente, 31% se posicionaram contra a medida, enquanto 13% não souberam responder ou preferiram não se manifestar.

Diferenças entre republicanos e democratas

A pesquisa identificou diferenças significativas entre os grupos partidários quanto à possibilidade de realizar uma nova execução após uma tentativa malsucedida. Entre os republicanos, 52% defendem um segundo procedimento, enquanto 31% consideram que o condenado deveria cumprir prisão perpétua. Outros 16% não souberam responder.

Entre os democratas, 24% apoiam uma nova tentativa de execução, enquanto 51% preferem que o condenado permaneça preso pelo restante da vida. Outros 24% não souberam responder.

Entre os eleitores independentes, 28% são favoráveis a uma segunda tentativa, 35% defendem a prisão perpétua e 33% não souberam responder.

Caso Christa Pike reacende debate sobre pena de morte

Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, sua colega de 19 anos, em 1995. Na época do crime, ela tinha 18 anos.

A tentativa malsucedida de execução ocorreu em um contexto de dificuldades enfrentadas por estados americanos para obter os medicamentos utilizados na injeção letal. Diante desses obstáculos, algumas autoridades passaram a considerar métodos alternativos, como o fuzilamento.

Outro caso frequentemente mencionado nesse debate é o de Kenneth Smith, condenado por um homicídio encomendado no Alabama. Em 2022, as autoridades tentaram executá-lo por injeção letal, mas não conseguiram estabelecer os acessos intravenosos necessários para administrar as substâncias. Em 2024, Smith foi submetido a uma nova tentativa de execução e morreu por asfixia com gás nitrogênio.

A possibilidade de realizar uma segunda tentativa após um procedimento malsucedido também foi discutida na Suprema Corte dos Estados Unidos, que autorizou um estado a estabelecer uma nova data de execução em um caso dessa natureza.

Maioria rejeita transmissão de execuções

A pesquisa também investigou a opinião dos americanos sobre a transmissão de execuções pela televisão ou pela internet. A maioria dos entrevistados, 71%, considera inadequada a exibição pública desses procedimentos.

O tema ganhou destaque após o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, levantar a possibilidade de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan. Ex-major do Exército americano, Hasan foi condenado pelo assassinato de 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas.

A proposta foi posteriormente cancelada pelo presidente Donald Trump após receber críticas, inclusive de parlamentares republicanos. Segundo a Reuters, a execução de Hasan permanecia prevista para 3 de dezembro.

O levantamento também abordou a opinião dos entrevistados sobre o método de execução. Nesse caso, 46% consideraram apropriado o uso de um pelotão de fuzilamento para Hasan. O apoio ao método variou de acordo com a preferência partidária: 71% entre republicanos e 29% entre democratas. Já a possibilidade de transmitir o procedimento ao público foi rejeitada por 71% dos participantes.

A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada pela internet entre 16 e 19 de outubro de 2026, com 1.679 adultos nos Estados Unidos. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Fonte Original | NSC Total

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