Quando a Globo decidiu fazer o remake de A Viagem, 32 anos atrás, não imaginava que estava lançando um clássico que se tornaria atemporal e capaz de captar a atenção do público mesmo três décadas depois. Sucesso em todas as vezes que foi reprisada, o remake que a própria Ivani Ribeiro fez para a Globo virou ícone da teledramaturgia, que além das reprises ganhará também uma versão cinematográfica, com Carolina Dieckmmann, Rodrigo Lombardi e Pedro Novaes no elenco.
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A novela marcou tanto todos os profissionais envolvidos e o público que acompanhou a trama, que logo que começaram as escalações para o filme, uma verdadeira onda de comentários nas redes surgiu, pois as pessoas queriam preservar a memória de alguns personagens, como a Diná de Christiane Torloni, o Otávio Jordão de Antônio Fagundes e o Alexandre de Guilherme Fontes.
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ToggleBastidores da novela marcaram elenco e profissionais envolvidos
A Viagem ficou marcada pelo sucesso e também por alguns acontecimentos por trás das câmeras da novela. Quem conta isso é Solange Castro Neves, colaboradora de Ivani Ribeiro na novela. Com temática espírita forte, ela revela que desde presenças sentidas pelo elenco durante as gravações até cartas psicografadas envolveram os bastidores de um dos maiores sucessos da televisão brasileira.
“Recebemos muitos sinais. Quando começamos a trabalhar na novela, todos os diálogos importantes do Dr. Alberto sobre espiritualidade, que eram supervisionados pelo Dr. Herculano Pires, tinham se perdido. Dias depois, Ivani Ribeiro (a autora) recebeu uma mensagem psicografada de Chico Xavier. Na carta ele dizia que a novela ia ser um sucesso, e que ela podia confiar em mim como colaboradora dela. Na carta, falava-se até que eu tinha sido filha dela em outra vida e deu detalhes da nossa amizade que só nós duas podíamos saber”, relembrou Solange Castro Neves.
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Chico Xavier estava certo e A Viagem foi uma grande sucesso do horário das 19h. Mesmo assim, durante as gravações, principalmente das cenas mais pesadas de Alexandre como espírito obsessor, o elenco costumava tomar cuidados e pedir permissões.
“Fazíamos rituais lá mesmo na Globo. Até o Wolf Maia (o diretor) fazia. A gente dava todas as coordenadas que nos ensinavam, principalmente quando reuníamos o pessoal naquelas mesas similares a um centro de mesa branca, comum em um centro kardecista. Nas cenas do Alexandre, que eram muito fortes, precisávamos pedir licença”, disse a escritora.
Os depoimentos de Solange Castro Neves fazem parte do lviro “Autoria e gênero da telenovela brasileira“, de Tatiana Siciliano e Francisco Malta, que será lançado nesta segunda-feira (31), na Livraria da Travessa do Shopping Leblon, no Rio de Janeiro. Além de Solange, entrevistas de autores como Glória Perez, Sílvio de Abreu, Lauro César Muniz, Ricardo Linhares, Lícia Manzo e Rosane Svartman também estão no livro.
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