Chuvas de meteoros também podem ocorrer durante o dia. Um exemplo é a Arietídeos (ou Arietids), ativa entre 22 de maio e 3 de julho. O pico está previsto para a manhã de quarta-feira (10), de acordo com a plataforma especializada em astronomia EarthSky.org.
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O fenômeno acontece em um intervalo curto, de cerca de 45 a 60 minutos antes do nascer do Sol, em uma janela muito breve de observação no céu diurno, o que torna sua observação extremamente difícil.
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ToggleA chuva de meteoros que você pode ouvir, mas não pode ver
A luz solar ofusca a maioria dos meteoros, fazendo com que eles fiquem praticamente invisíveis a olho nu. O radiante da chuva fica próximo da estrela 41 Arietis (Bharani), na constelação de Áries. Como o ponto de origem está baixo no horizonte leste durante o amanhecer, os meteoros parecem surgir lateralmente ou quase paralelos à atmosfera. O brilho do Sol impede a visualização direta em quase todos os casos.
Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, afirma que a chuva não é observável. “Ela ocorre durante o dia e não são meteoros que são luminosos o suficiente para serem vistos à luz do dia. Não existem relatos de bólidos associados a essa chuva. Então, na verdade, é apenas uma curiosidade. Vai ocorrer uma chuva em que as pessoas não vão conseguir ver em lugar nenhum do mundo”.
Ainda assim, há formas indiretas de detecção. Segundo Zurita, cientistas utilizam técnicas de radioastronomia para identificar o fenômeno. “Existe uma forma de se detectar ondas de rádio refletidas nas trilhas ionizadas deixadas por meteoros durante sua passagem atmosférica”, explica Zurita. “Essa técnica não é muito difundida aqui no Brasil, mas é uma das formas de detectar esse tipo de fenômeno”.

De acordo com o site Space.com, uma alternativa é o uso de rádios FM simples sintonizados em frequências vazias, que podem captar breves reflexos causados pelas trilhas ionizadas gerando sinais momentâneos de áudio. A técnica é fácil de aplicar, mas exige um ambiente livre de interferências locais.
O que são meteoros
Um meteoro, popularmente conhecido como “estrela cadente”, nada mais é do que um fenômeno luminoso que ocorre quando um pequeno fragmento de rocha espacial atravessa nossa atmosfera em altíssima velocidade.
“Quando isso acontece, esse fragmento comprime e aquece muito rapidamente o gás atmosférico à sua frente, formando uma bolha de plasma (gás aquecido e ionizado) que brilha como uma lâmpada por um tempo muito curto, de uma fração de segundo a, no máximo, alguns poucos segundos”, explica Zurita.
Meteoros são fenômenos comuns e podem ser vistos com frequência em todas as noites. No entanto, em certas épocas do ano, a Terra atravessa uma área do céu que contém uma quantidade maior de detritos deixados por cometas ou asteroides. Quando isso ocorre, vários desses fragmentos atingem a atmosfera ao mesmo tempo, formando as chuvas de meteoros.
Fonte Original | Notícias – Olhar Digital



