A tentativa da Austrália de reforçar a fiscalização sobre o uso de redes sociais por menores de 16 anos ganhou um novo capítulo. Segundo a WIRED, o X afirma que as mudanças podem violar a privacidade e até gerar conflitos com normas internacionais.
Continua após a publicidade
A discussão vai além da proteção de crianças e adolescentes. Também coloca em debate até onde um governo pode exigir informações de empresas que atuam em diferentes países.
Table of Contents
TogglePlataforma vê excesso na fiscalização
Em documento enviado ao Parlamento australiano, o X pede que o governo abandone a proposta de ampliar os mecanismos de fiscalização da lei.
Para a empresa, as novas exigências são desnecessárias, inadequadas e injustas. Ela também critica os poderes de coleta de informações previstos para o regulador, classificados como “altamente invasivos”.
Na avaliação da plataforma, obrigar empresas estrangeiras a entregar documentos, dados e provas de conformidade pode provocar conflitos entre legislações nacionais. O texto acrescenta que o regulador demonstra “aparentemente nenhuma compreensão” sobre como essas exigências funcionariam na prática e não estabelece salvaguardas suficientes para proteger informações confidenciais e comerciais.
O X também considera “totalmente injustificado e desproporcional” o aumento das penalidades destinadas a indivíduos.

Austrália endurece as regras
A legislação australiana já proíbe o acesso de menores de 16 anos às redes sociais. Agora, o governo discute formas de tornar a fiscalização mais rígida.
Entre as medidas previstas estão:
- comprovação de esforços para impedir o acesso de menores;
- envio de documentos e informações ao regulador;
- fiscalização mais intensa das plataformas;
- punições mais severas para quem descumprir as regras.
Em maio, o X recebeu multa de US$ 463 mil (cerca de R$ 2,37 milhões) por não cumprir obrigações relacionadas à segurança infantil. O processo começou após um pedido de informações, feito em 2023, sobre as ações da empresa contra a circulação de material de abuso sexual infantil. Essa solicitação foi enviada um mês antes da conclusão da compra do Twitter por Elon Musk.
Especialistas divergem sobre a proposta
Musk critica a legislação australiana desde que ela foi anunciada. Na época, escreveu que a medida parecia “uma forma indireta de controlar o acesso à internet por todos os australianos”. Mais tarde, ao comentar proposta semelhante apresentada pela Espanha, chamou o primeiro-ministro Pedro Sánchez de “tirano” e “verdadeiro fascista totalitário”.
Para Stefania Di Stefano, pesquisadora de direito internacional e tecnologias, a maior preocupação não está nos poderes do regulador, mas na própria proibição do acesso às redes sociais. “Para mim, a proibição completa das redes sociais para crianças e menores é problemática sob a perspectiva dos direitos humanos internacionais”, afirma.

Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
Ver todos os artigos →
!function(f,b,e,v,n,t,s){
if(f.fbq)return;
n=f.fbq=function(){n.callMethod?n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)
}(window, document,’script’, ‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘1221644929160171’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte Original | Notícias – Olhar Digital



