Recursos do BID e do fundo climático CIF serão aplicados via BNB sem necessidade de contrapartida orçamentária do banco.
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Senado aprova financiamento internacional de 67 milhões de dólares voltado à transição ecológica e eficiência da matriz elétrica nacional (Foto: Freepik)
Projetos voltados à transição ecológica e eficiência energética no país garantiram o aval da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Trata-se da aprovação da Mensagem (MSF) 5/2026 na última terça-feira (11), que autoriza a tomada de crédito externo de US$ 67 milhões, cerca de R$ 343,56 milhões, junto ao BID e ao Climate Investments Fund (CIF).
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ToggleGarantias e atuação do BNB
Sob relatoria do senador Camilo Santana (PT-CE), o texto ingressa na pauta do Plenário sob urgência. Gerenciados pelo Banco do Nordeste (BNB), os recursos do Programa de Integração de Energias Renováveis visam expandir a participação de fontes renováveis de produção variável no Sistema Interligado Nacional (SIN), cortando emissões de carbono.
A União prestará garantia à captação, exigindo em troca 120% do montante em títulos públicos do BNB (limite de US$ 40,2 milhões por braço financeiro). Classificado com rating ‘A’ de capacidade de pagamento, o BNB passará por nova checagem de adimplência antes da formalização dos desembolsos.
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Prazos e taxas de juros do financiamento
A análise técnica efetuada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) chancelou a oportunidade do negócio. Com parcelas semestrais ao longo de 20 anos e 96 meses de carência, as condições financeiras incluem:
- Operação CIF (US$ 33,5 mi): Juros fixos de 1,33% ao ano a contar dos saques.
- Operação BID (US$ 33,5 mi): Regida pela taxa SOFR com acréscimo de margem (custo médio estimado em 5,59% ao ano, acrescido de até 0,75% ao ano sobre saldo não sacado).
- O Tesouro ressaltou que captações próprias custariam entre 7,05% e 7,33% ao ano, tornando a operação altamente vantajosa. A liberação ocorrerá até 2030, com liberações de US$ 6,7 milhões em 2026, US$ 20,1 milhões em 2027, US$ 26,8 milhões em 2028 e US$ 13,4 milhões em 2030.
*Com edição de Nicoly Souza



