Ator vive em carcaça de ônibus, sem motor e com energia solar, enquanto segue carreira no cinema e teatro: “Volto para o vazio e recarrego”

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Ator vive em carcaça de ônibus, sem motor e com energia solar, enquanto segue carreira no cinema e teatro: "Volto para o vazio e recarrego"

O ator e diretor Angel Ferreira, em cartaz no Festival CineBH com o curta-metragem Subsolo, concilia as exibições no cinema e o sucesso de bilheteria no teatro com uma rotina pouco convencional: há alguns anos, ele adotou como lar uma carcaça de ônibus adaptada no município de Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Com informações de O Globo.

Apesar da rotina agitada no Sudeste, é no cerrado que o diretor encontra seu ponto de reconexão. O imóvel em Cavalcante não possui motor ou rodas e funciona como uma estrutura fixa sustentável. Para O Globo, Angel contou que o espaço é onde se nutre, onde lembra do próprio propóstito e quem ele é:

Eu sei que é inusitado, mas eu amo. É um lugar de relação muito direta com o mato. Lá não tem muito estímulo externo. É um lugar onde eu zero, volto para o vazio e recarrego as minhas energias.

O espaço conta com água encanada, sistema de energia solar e, recentemente, recebeu uma rede automatizada de irrigação por aspersores para a manutenção da vegetação local. Para O Globo, o artista afirmou que planeja novos revestimentos de madeira para melhorar o isolamento térmico da estrutura de metal, mantendo o local como seu principal refúgio criativo.

Angel Ferreira

A agenda de trabalho do ator inclui apresentações do espetáculo Sidarta em São Paulo, com sessões esgotadas, além da conclusão do seu primeiro romance literário, intitulado A Religião das Máquinas, obra de ficção pós-distópica que aguarda publicação editorial.

Além disso, vive a estreia do curta-metragem Subsolo, no qual foi codiretor em parceria com Miwa Yanagizawa. Estrelado por Aline Fanju e Raquel Alvarenga, a produção lançou na última sexta-feira (25) e acompanha o encontro de duas mulheres na garagem de um centro comercial, abordando temas do universo feminino, como a sobrecarga profissional, o etarismo e as cobranças sociais ligadas à maternidade próximo aos 40 anos.

De acordo com Ferreira para O Globo, o filme exigiu cerca de oito anos entre a captação inicial e a finalização, com o processo de direção sendo dirigido por Aline Fanju, com quem já manteve um relacionamento afetivo no passado, ocorreu com fluidez:

Nós nos amamos, temos um grande carinho um pelo outro. Crescemos juntos fazendo teatro no Rio de Janeiro. Quando rodamos o filme, já estávamos separados havia um tempo, mas não teve nenhum ruído. Pelo contrário: nossa intimidade gerava uma confiança profunda para o trabalho.

Com informações de O Globo.

Fonte Original | NSC Total

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