A Tesla rebateu as alegações de que seu sistema Full Self-Driving (FSD) causou o acidente fatal ocorrido na última sexta-feira (19) no Texas, nos Estados Unidos. Na ocasião, um Model 3 em alta velocidade colidiu com uma residência e matou Martha Avila, de 76 anos, que estava dentro da casa.
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Segundo o The Verge, o chefe de inteligência artificial da empresa, Ashok Elluswamy, afirmou no X que o motorista “substituiu manualmente a direção autônoma ao pressionar o acelerador a 100%.”
O motorista, identificado como Michael Butler, atingiu 73 mph – cerca de 117 km/h – em uma área residencial. Ainda segundo Elluswamy, o acelerador permanecia pressionado mesmo após a colisão.
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ToggleO que aconteceu
Conforme o Washington Post, o Gabinete do Xerife do Condado de Harris informou que o condutor declarou estar usando tecnologia de assistência à condução automatizada no momento do acidente. O motorista não estava embriagado e coopera com as autoridades, segundo o boletim de ocorrência.
Um vídeo obtido pela emissora KHOU-TV mostra o carro cruzando o gramado de uma residência em alta velocidade e colidindo com a fachada:
A versão da Tesla
Elluswamy acusou a imprensa de disseminar “FUD – medo, incerteza e dúvida – na mente do público em geral”. O CEO Elon Musk também minimizou a relação com o FSD: “O FSD dirige devagar em ruas residenciais e este foi um acidente em alta velocidade”, escreveu.
This blatantly irresponsible reporting does more harm to people than they realize.
Using Tesla self-driving is far safer than manual driving, and this was measured over 10B miles.
Planting such FUD in the minds of general public, who might not know the all the facts, might…
— Ashok Elluswamy (@aelluswamy) June 22, 2026
NHTSA investiga
Conforme o Washington Post, a Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário (NHTSA) abriu nesta segunda-feira (22) uma investigação especial sobre o acidente – a 46ª envolvendo Teslas com tecnologia de direção autônoma ou assistida em uma década. Em mais de uma dúzia desses casos, pelo menos uma pessoa morreu.
Segundo o The Verge, a NHTSA já conduzia investigação separada sobre se o sistema alerta adequadamente os motoristas quando condições adversas prejudicam sua capacidade de monitorar as vias.
Fonte Original | Notícias – Olhar Digital



