STF pode mudar regras para motoristas de apps

Facebook
Twitter
LinkedIn
Threads
WhatsApp
STF pode mudar regras para motoristas de apps

O Supremo Tribunal Federal (STF) pode retomar nesta quarta-feira (24) o julgamento que discute a relação entre motoristas, entregadores e plataformas digitais. O tema, conhecido como “uberização”, volta à pauta depois das sessões realizadas no ano passado.

Continua após a publicidade

A agenda do dia, porém, não se resume a isso. Segundo o G1, a Corte também deverá analisar recursos e ações ligados às mudanças na Lei de Improbidade Administrativa, alterada pelo Congresso em 2021.

Motociclista da Uber usando um capacete de costas em cima de uma moto, com um capacete atrás
Motoristas e entregadores de aplicativos aguardam decisão do STF que pode impactar direitos e regras de contratação. – Imagem: CatwalkPhotos/Shutterstock

Julgamento sobre aplicativos volta ao centro do debate

A existência de vínculo empregatício entre motoristas, entregadores e empresas de aplicativos volta a ser analisada pelo Supremo. A expectativa é que os ministros comecem a apresentar seus votos sobre um tema que envolve milhões de trabalhadores e empresas em todo o país.

A Corte deverá avaliar o modelo de operação das plataformas e as repercussões desse sistema nos direitos dos trabalhadores. A decisão deverá resultar em uma tese que servirá de referência para processos semelhantes em tramitação nas instâncias inferiores da Justiça.

AGU e PGR defenderam posições opostas

Durante o início da análise, em outubro do ano passado, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou sugestões para regulamentar a relação entre as plataformas e os prestadores de serviço.

Entre as propostas apresentadas estão:

  • garantia de piso de remuneração com reajuste baseado na política do salário mínimo;
  • limite diário de horas de conexão dos trabalhadores;
  • seguro de vida e cobertura para casos de invalidez;
  • representação por entidades sindicais e negociação coletiva;
  • criação de espaços de descanso e incentivo à capacitação profissional.

A AGU apresentou propostas voltadas à proteção dos trabalhadores. Já a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou em sentido contrário. Em documento enviado ao STF em setembro de 2025, o órgão defendeu que não seja reconhecido vínculo empregatício entre motoristas de aplicativo e as empresas.


No parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gustavo Gonet Branco, citou entendimentos já adotados pela própria Corte. “A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme quanto à constitucionalidade de contratação por formas distintas do contrato de emprego regido pela Consolidação das Leis do Trabalho”, destacou.

Propostas também incluem criação de espaços de descanso e incentivo à capacitação profissional para prestadores de serviço. – Imagem: Diego Thomazini/Shutterstock

Lei de Improbidade abre a pauta desta quarta

Mas o tema dos aplicativos não é o primeiro item previsto para esta quarta-feira. Antes disso, o STF deverá analisar recursos e ações relacionados à Lei de Improbidade Administrativa, que passou por mudanças em 2021.

Continua após a publicidade

As ações pedem esclarecimentos sobre a decisão do Supremo que estabeleceu a necessidade de comprovação do dolo para caracterizar improbidade. Outros pontos da legislação também estão em debate.

Entre os temas analisados estão os limites para a aplicação da perda de função pública e as regras para a suspensão dos direitos políticos. A pauta inclui ainda a proibição de contratar com o poder público, os critérios para enquadramento dos atos ilícitos e os prazos de prescrição das punições.

Os dois julgamentos podem ter impacto sobre ações semelhantes que tramitam pelo país e ajudar a definir o entendimento do Judiciário sobre os temas.

Valdir Antonelli

Valdir Antonelli

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

Ver todos os artigos →


Fonte Original | Notícias – Olhar Digital

Contribua com o Portal para mantermos ele sempre ativo com as melhores informações

Deixe uma resposta

Veja também