Rodovia carrega caminhão elétrico enquanto ele acelera durante teste

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Rodovia carrega caminhão elétrico enquanto ele acelera durante teste

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Nos Estados Unidos, uma equipe da Purdue University, em parceria com o Indiana Department of Transportation (INDOT), concluiu com sucesso os primeiros testes de uma rodovia capaz de recarregar veículos elétricos pesados enquanto trafegam em velocidade de autoestrada.

  • A instalação foi colocada em um trecho de cerca de 400 metros nas rodovias U.S. 52 / U.S. 231, em West Lafayette — Estado de Indiana.
  • Sob o pavimento, foram embutidas bobinas transmissoras de energia; os veículos trazem — sob a carroceria — bobinas receptoras que captam a eletricidade por indução magnética durante o deslocamento.
  • A demonstração usou um caminhão elétrico pesado adaptado pela fabricante Cummins, evidenciando viabilidade técnica mesmo para veículos de grande porte.

Segundo os responsáveis, a prova de conceito indica que essa tecnologia pode ser escalada — ou seja, aplicável não só a caminhões, mas também a carros.

As bobinas foram projetadas pela Universidade Purdue, colocadas na pista e depois cobertas com o pavimento. As bobinas são responsáveis por transmitir energia para bobinas receptoras colocadas na parte inferior de um caminhão elétrico pesado (Imagem: Universidade Purdue/Kelsey Lefever)

Resultado do teste

O teste foi realizado por meio de um semirreboque elétrico cedido pela Cummins, empresa americana especializada em geradores e motores a diesel e combustíveis alternativos. De acordo com o engenheiro-chefe de tecnologia da companhia, o John Kresse, os resultados foram excelentes.

“A Cummins tem orgulho de participar desta iniciativa, adaptando com sucesso um protótipo de caminhão elétrico Classe 8 para integração com o sistema de transferência de energia sem fio dinâmica de alta potência da Purdue”, disse John Kresse em um comunicado à imprensa.

“Os testes em estrada foram excepcionalmente bem-sucedidos, graças à forte colaboração entre nossas equipes. Com sua alta potência e estrutura de custos promissora, essa tecnologia representa uma solução prática e potencialmente revolucionária para o futuro do transporte comercial rodoviário”, completou o engenheiro.

Vale destacar que o projeto foi lançado em 2018 e faz parte do ASPIRE, o Centro de Pesquisa em Engenharia da Fundação Nacional de Ciência (NSF) voltado para a questão de infraestrutura de transporte eletrificada. 

Pesquisadores
A equipe de especialistas é formada por professores da Universidade Purdue. Na foto, da esquerda para a direita: Dionysios Aliprantis, Aaron Brovont, Nadia Gkritza, Steve Pekarek e John Haddock. (Imagem: Universidade Purdue/Kelsey Lefever)

Por que essa tecnologia é um divisor de águas

  • Menor necessidade de baterias pesadas: com recarga durante o percurso, veículos não precisam carregar baterias enormes para longas distâncias — o que reduz o peso e o custo do veículo.
  • Infraestrutura compartilhada: ao invés de depender exclusivamente de estações de recarga — muitas vezes escassas, especialmente para caminhões — as rodovias se tornam parte da rede de energia para EVs.
  • Potencial para impulsionar a adoção de frotas elétricas: para empresas de transporte e logística, este sistema pode tornar economicamente viável a migração de frotas pesadas para elétricas — com menores custos de combustível e manutenção.

O contexto atual de financiamento das rodovias e o desafio para veículos elétricos

Um dos desafios das rodovias nos EUA é estruturar como será financiado o uso crescente de veículos elétricos. Históricamente, o principal financiamento das rodovias federais vem do imposto sobre combustíveis (gasolina e diesel).

Com a adoção crescente de veículos elétricos — que não consomem combustíveis fósseis — o volume de arrecadação por esse mecanismo cai.

Para enfrentar esse problema, parlamentares vêm propondo novas formas de tributação para veículos elétricos, como: taxação direta na recarga, taxa de registro anual, cobrança por milha rodadas (VMT, do inglês “vehicle miles traveled”), ou até taxa sobre o fabricante no momento da venda.

Se implementadas, tais medidas garantiriam que veículos elétricos também contribuam financeiramente para a manutenção e construção da infraestrutura rodoviária — de modo similar aos veículos a combustão.

Fonte Original | Notícias – Olhar Digital

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