A rã-touro (Aquarana catesbeiana), uma espécie exótica invasora de rã que mobilizou uma megaoperação entre autoridades ambientais em Florianópolis em junho deste ano, voltou a aparecer na capital catarinense nas últimas semanas. A espécie é considerada perigosa para anfíbios e peixes, já que está associada em diversos estudos à transmissão de patógenos como o fungo da quitridiomicose e o ranavírus, que já dizimou com espécies de anfíbios pelo mundo.
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Ao NSC Total, a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e a Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis afirmaram que receberam novos registros da rã-touro em algumas áreas que já tinham sido mapeadas no bairro Ratones. A pasta e o órgão informaram que os avistamentos foram feitos após as ações de educação ambiental, que estão sendo realizadas desde que a espécie foi vista pela primeira vez na cidade, ainda em outubro de 2025, também no mesmo bairro.
Uma nova vistoria já está programada para acontecer entre o final de setembro e outubro. Essa espécie tem alta capacidade de se reproduzir, com uma dieta que inclui peixes, anfíbios, répteis e mamíferos de pequeno porte. Além disso, ela pode passar de 20 centímetros de comprimento, considerada grande.
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Durante o inverno, pouco se ouviu falar da rã-touro em Florianópolis. No mês passado, a prefeitura afirmou que o motivo seria o frio, que faz com que a espécie se movimente menos. No entanto, com a chegada da primavera e, consequentemente, do calor, a rã-touro pode se tornar mais vista na cidade.
“Em relação à sazonalidade, a chegada de períodos mais quentes pode favorecer uma maior atividade e detectabilidade da espécie, especialmente em comparação com os meses mais frios do inverno”, disse a Prefeitura de Florianópolis.
Essa espécie possui um som característico que faz com a população possa identificá-la. Com uma vocalização grave, a rã-touro produz um som semelhante ao mugir de um boi, que dá origem ao nome popular do animal. Por isso, se os moradores identificarem o som, devem acionar a Floram para que a espécie possa ser mapeada.
Ouça o som da rã-touro
Rã-touro é considerada invasora
A Aquarana catesbeiana foi trazida ao Brasil em 1935, com origem na América do Norte, para a criação em ranários e o comércio de carne. A rã-touro, no entanto, foi alvo de solturas e escapes após a desativação desses locais, migrando para diferentes regiões do Brasil, como Florianópolis. Por não ter predador e não ser originária da região, é considerada uma espécie invasora.
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Educação ambiental
Anteriormente, a educadora ambiental da Floram, Maria Aparecida Cabral de Sá, havia dito que as atividades de educação ambiental são feitas para incentivar a conscientização sobre o acionamento dos órgãos ambientais pelos moradores.
“Isso vai nos ajudar a mapear melhor as rãs e agir com precisão […] Para apoiar as atividades educativas, está em andamento uma campanha de arrecadação de rolinhos de papel higiênico, que serão utilizados nas oficinas de educação ambiental. As doações podem ser entregues no Parque Ecológico do Córrego Grande”, afirmou.
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A Floram alerta para que, em caso de avistamento ou identificação do som da espécie, a população não realize o manejo por conta própria. O contato deve ser feito pelo e-mail fdepuc.floram@gmail.com ou pelo número (48) 3237-5660.



