Quem é Antropova, carrasca do Brasil na final da Liga das Nações de Vôlei (VNL) Feminina

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on whatsapp
WhatsApp
Oposta Antropova tem 22 anos (Foto: divulgação FIVB)

Antropova conduziu a Itália para o tricampeonato da VNL

A seleção brasileira foi derrotada na final da Liga das Nações de Vôlei (VNL) Feminina na tarde deste domingo por 3 sets a 1 para a Itália. A partida foi disputada em Lodz, na Polônia, e uma jogadora saiu do banco de reservas para desequilibrar a partida no momento de certa instabilidade das atuais campeãs olímpicas: Ekaterina Antropova.

É fato que a seleção italiana é um time espetacular. Com o título em cima do Brasil, a equipe comandada pelo argentino Julio Velasco completou uma sequência de 29 partidas de invencibilidade. A última derrota foi justamente para o Brasil na primeira semana da VNL 2024. De lá pra cá, a Itália ganhou duas edições da Liga das Nações, a mais recente neste domingo, além dos Jogos Olímpicos de Paris.

O estrelado elenco da “azzura” tem duas atletas muito acima da média, as opostas Egonu e Antropova. A primeira é titular absoluta da posição, mas dá lugar à colega em momentos-chave de cada confronto. Foi exatamente o que aconteceu na final contra as brasileiras.

Egonu vivia um momento excelente, com 11 pontos de ataque e um de bloqueio, quando começou a ser marcada e ter sua eficiência minada pelas adversárias. Foi aí que o técnico Velasco colocou Antropova e seus 2,02m de altura em quadra para dar muita agressividade no ataque e tranquilidade às campeãs olímpicas até a vitória. Em pouco mais de dois sets, ela marcou 18 pontos: 13 de ataque, quatro de bloqueio e um de saque. Foi a dona do jogo.

Mas quem é Ekaterina Antropova?

Seu nome sugere uma naturalidade russa, mas não é bem assim. Antropova nasceu em 19 de março de 2003 em Akureyri, Islândia, portanto, ela tem apenas 22 anos. Ela é filha de pais russos e atletas. Isso ajuda a explicar as voltas dadas por ela na Europa até a nacionalidade italiana.

Seu pai, Mikhail Antropov, era jogador de basquete, enquanto a mãe, Olga Antropova, de handebol. Ele atuava pelo Tindastóll, na Islândia, quando a filha nasceu. Aos três meses de idade, ela se mudou com a família para São Petersburgo, na Rússia, pois seu pai acabara de assinar um contrato com um clube local. Lá, a pequena Ekaterina começou a jogar vôlei ao sete anos e assim seguiu até a adolescência.

Aos 14, em 2017, foi a vez de nova mudança. Desta vez por conta da mãe, que passou a atuar por equipes italianas. Nessa época, Antropova passou a atuar como atleta federada por lá. Em 2016, foi convocada para um “camping” pela seleção sub-16 da Rússia, mas não compareceu.

Mesmo assim, seu nome foi registrado na Federação Europeia pelo país e, mais tarde, ela precisou recorrer ao Tribunal Internacional do Esporte para converter sua filiação à Itália, decisão conquistada apenas em 2023, seguida pela cidadania no “país da bota”.

No mesmo ano ela conquistou a sua primeira convocação para o Campeonato Europeu e, no ano seguinte para a Liga das Nações e Jogos Olímpicos de Paris, ambas as competições com título e medalha de ouro, assim como na VNL 2025. Seu clube atual é o Salvino del Benne, da Itália.

Fonte Original | NSC Total

Contribua com o Portal para mantermos ele sempre ativo com as melhores informações