A câmera encontra primeiro uma mancha de cobre sobre a neve. Então o pássaro vira o pescoço e o verde aparece. Mais um passo, e surgem azul, roxo e reflexos metálicos. Por alguns segundos, o monal-do-Himalaia parece menos um animal e mais uma imagem criada pelo computador.
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Porém, o monal-do-Himalaia (Lophophorus impejanus) é real e encanta por onde voa. E a explicação para sua aparência talvez seja ainda mais curiosa que a suspeita de IA: boa parte do espetáculo não está simplesmente “pintada” nas penas. Ela nasce de estruturas microscópicas que interagem com a luz.







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ToggleFaisão quase impossível
O monal-do-Himalaia pertence à família dos faisões e é conhecido como “pássaro das nove cores”. O apelido vem da plumagem iridescente dos machos adultos, que combina tons metálicos e parece mudar conforme a iluminação e o ângulo de observação.
O efeito fica concentrado sobretudo no macho. Ele tem crista verde metálica, dorso acobreado e áreas azuis e roxas, além de uma mancha branca evidente durante o voo. A fêmea segue uma paleta discreta em tons marrons, que funciona como camuflagem entre a vegetação.
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A força dessas cores ajuda a explicar por que a espécie é tão procurada por observadores e fotógrafos. O próprio NSC Total já reuniu uma seleção de imagens impressionantes de aves premiadas em concurso internacional.
Física das cores
Em 2020, pesquisadores publicaram na revista Nanoscale um estudo específico sobre as penas do monal-do-Himalaia. A equipe analisou amostras de diferentes partes do corpo com microscopia óptica e eletrônica e medições espectroscópicas.
Os cientistas encontraram estruturas fotônicas dentro das penas. Em vez de sua cor ser derivada de uma espécie de “tinta”, essas formações microscópicas utilizam materiais comuns do corpo, como queratina e melanina, para controlar a forma como a luz é refletida.
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Os pesquisadores ainda molharam as penas com diferentes líquidos. A coloração sofreu alterações rápidas e retornou ao estado anterior após a secagem, em cerca de cinco minutos.



