É possível ver o momento em que o balão toca o solo para que as pessoas saiam (Foto: Divulgação)
O acidente de balão que matou oito pessoas no dia 21 de junho em Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, ganhou um novo capítulo após a divulgação de um vídeo inédito, instantes antes da queda. O piloto, em depoimento às autoridades, havia relatado que teria feito um pouso forçado, para que os tripulantes saíssem da aeronave.
Na filmagem divulgada pela defesa do piloto Elves de Bem Crescêncio, é possível ver o momento em que o balão toca o solo para que as pessoas saiam. Ao todo, 13 tripulantes, incluindo Elves, escaparam com vida. Os outros oito passageiros que permaneceram no cesto acabaram se ferindo e morrendo no local.
— Ele instruiu os passageiros à se abaixarem para se proteger do impacto e posteriormente pularem do cesto. Com o toque do cesto no chão, algumas pessoas foram projetadas para fora, assim como aconteceu com o piloto, que estava na borda do balão, porque o local onde estava o fogo é onde ele opera, sendo inviável a permanência dele. Ele acabou sendo ejetado e por conta do fogo o balão subiu novamente — conta Aline Marques, advogada de defesa do piloto.
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Reconstituição do acidente e vestígios encontrados
O piloto junto a Polícia Civil e Polícia Científica realizou uma reconstituição prática do acidente, mostrando a sua versão da ocorrência. A reconstrução, ainda que incompleta, auxiliou aos policiais a encontrarem vestígios que restavam: o extintor de incêndio e o maçarico que acende as chamas do balão.
— Ele esclareceu que quando percebeu o foco do incêndio tentou fazer a contenção da situação, mas o extintor não funcionou. Como consequência ele tentou de outras formas conter o fogo, ele ficou na borda do balão tentando tirar o cilindro, colocando a sua vida em risco — conta Aline Marques, advogada de defesa do piloto.
Após subir, a aeronave foi danificada pelas chamas e posteriormente envelope e cesto se descolaram, causando uma queda. Quatro pessoas morreram ao saltarem do cesto e outras quatro foram carbonizadas.
Uma reconstrução completa da tragédia pode ser realizada na reta final das investigações. Segundo o delegado Rafael Chiara, após relato do piloto, os policiais se dirigiram à secretaria de Obras da prefeitura municipal para a equipe realizar a perícia dos destroços do balão.
— Todas as testemunhas e sobreviventes foram ouvidos, inclusive o proprietário da empresa fabricante do balão, que nos auxiliou bastante no entendimento técnico. Já foram ouvidas mais de 20 pessoas. A parte de oitivas está encerrada, estamos no aguardo da perícia — completa o delegado.
Imagens, vestígios, exames de bancada do extintor e maçarico são analisados, para que o laudo pericial seja finalizado. A estimativa é de que todo esse processo leve mais 20 dias.
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