Não foi a primeira vez: relembre o outro cancelamento de debate da Globo para presidente 

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Não foi a primeira vez: relembre o outro cancelamento de debate da Globo para presidente 

O cancelamento do debate da TV Globo, que aconteceria na noite desta quinta-feira (1º), não foi o primeiro caso em que um confronto não foi realizado na emissora. Em 2018, a emissora precisou cancelar o debate de 2º turno entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

A decisão foi anunciada após a campanha de Bolsonaro informar que ele não participaria do evento por questões de saúde. A campanha enviou um email em que citava as limitações do candidato em virtude da bolsa de colostomia que ele usava, devido à facada sofrida durante um ato político em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Haddad chegou a confirmar a presença no debate, mas a emissora preferiu não fazer uma entrevista ou sabatina com apenas um candidato.

“Como se trata de campanha de segundo turno, obviamente não há outros candidatos para viabilizar a realização do debate. Na reunião de elaboração das regras do evento, foi acertado com as assessorias dos candidatos que, se Jair Bolsonaro não pudesse comparecer por razões de saúde, o debate não seria substituído por entrevistas”, informou à Globo na época.

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Debate da Globo foi cancelado nesta quinta-feira

A decisão do cancelamento foi informada pela emissora por volta das 20h40min, minutos antes do horário previsto para o debate, que era 21h30min. A emissora relatou, em nota, que o cancelamento ocorreu por duas decisões do Judiciário: a primeira, que tratava sobre a remoção do púlpito reservado ao presidente Lula (PT), que optou por não participar; e a segunda relacionada à presença de Renan Santos (Missão).

Veja a nota da Globo na íntegra

“A Globo recebeu há pouco duas notificações relacionadas à realização do debate presidencial programado para esta noite, que interferem nas regras previamente acordadas, e decidiu por seu cancelamento. 

A primeira é assinada pela ministra Stella Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, e atende a um pedido da coligação da candidatura de Lula, do PT, à Presidência do Brasil. A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes. A ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que, em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário, com uma placa que o identifique. E que, numa das rodadas de tema livre do debate, os candidatos presentes que assim desejarem formulem, em trinta segundos, o que fariam ao candidato que não compareceu. A decisão da ministra Stella Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele.

A segunda notificação recebida pela Globo esta noite é de uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e atende a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão. As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral: devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos: Augusto Cury, do Avante; Flavio Bolsonaro, do PL; Ronaldo Caiado, do PSD; e Lula, do PT.

Uma outra decisão, do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, na terça-feira, alterou entendimento do próprio TSE na contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar do debate. E a decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, proferida há pouco, determinou a participação do candidato Renan Santos no debate, mesmo o Missão, partido de Renan, tendo apenas um parlamentar no Congresso Nacional.

A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais. Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil e oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia, mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais. Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite. No horário, será exibido o capítulo inédito da novela Quem Ama Cuida.”

Fonte Original | NSC Total

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