Lucélia Maria da Conceição, moradora de Parnaíba, no Piauí, cobra uma indenização de mais de R$ 1 milhão após ficar presa, perder sua pensão e ter a casa incendiada por um crime que não cometeu. Atualmente, ela mora de aluguel e tenta reconstruir a sua vida.
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A mulher foi presa em agosto de 2024, acusada de envenenar dois irmãos, de 7 e 8 anos. A denúncia apontava que as crianças teriam consumido cajus contaminados. O caso gerou revolta em Parnaíba e sua casa foi apedrejada e, posteriormente, queimada pela população.
Durante a investigação, um laudo descartou a presença de veneno nos cajus. Em outubro de 2025, Lucélia foi absolvida. Ela passou cerca de cinco meses presa. Porém, ela afirma que ainda não conseguiu voltar à normalidade. A casa onde morava não foi reconstruída e ela vive em um imóvel alugado.
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“Uma vida muito sofrida ainda, muito sofrida do que eu passei, porque a única casa que eu tive foi perdida. Ainda vem vida muito sofrida ainda com tudo isso. Não consigo dormir ainda direito”, contou Lucélia à TV Clube, afiliada da Rede Globo.
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ToggleMulher que teve casa incendiada tenta reconstruir sua vida após absolvição
Lucélia recorre à Justiça para voltar a receber uma pensão provisória concedida pelo Estado. Ela chegou a receber o equivalente a um salário mínimo e meio por cerca de dois meses.
O pagamento foi determinado pela Justiça como uma medida provisória para garantir a manutenção dela enquanto tramita uma ação contra o Estado. A decisão que determinou o pagamento, porém, foi questionada pela Procuradoria-Geral do Estado do Piauí (PGE-PI). O caso está sendo analisado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI).
Pedido de indenização milionária
Além de tentar recuperar a pensão, a defesa de Lucélia entrou com uma ação contra o Estado do Piauí pedindo uma indenização superior a R$ 1 milhão. O valor inclui danos morais e materiais relativos aos prejuízos sofridos por ela durante o período presa e as consequências do caso.
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A defesa também busca manter o pagamento provisório da pensão até que haja uma decisão definitiva no processo.
“É muito difícil. Não tem nada bom ainda não. Nunca perdi a esperança, não. Tenho esperança de ver isso aí tudo ser realizado ainda. Não perco a esperança. Nunca perdi, nunca vou perder”, concluiu.
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Estado afirma desconhecer o caso
A Procuradoria-Geral do Estado do Piauí (PGE) afirmou à TV Clube que, até o momento, desconhece a situação de Lucélia. Segundo a PGE, na área de consultoria e assessoramento jurídico, a atuação ocorre somente quando há provocação dos órgãos públicos.
Já na representação judicial do Estado, é necessária uma notificação formal da Justiça.



