O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (28) a visita de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A visita deve acontecer nesta quinta-feira, das 9h às 11h.
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A autorização acontece no mesmo dia em que Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos após ser derrotada nas Eleições 2026 e fugir do Brasil. Na terça-feira (27), o ex-candidato foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes por determinação do Moraes. Ele é investigado em dois inquéritos pela PF.
Além da visita de Valdemar, Moraes permitiu a entrada de um funcionário da empresa Claro na residência de Bolsonaro, também na quinta-feira, entre 14h e 18h, exclusivamente para realizar reparos no serviço de internet.
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O técnico deve passar por vistoria prévia. Celulares e outros aparelhos eletrônicos que não tenham relação com o serviço não poderão entrar no imóvel.
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ToggleBolsonaro cumpre prisão domiciliar
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar sob restrições impostas pelo STF. A prisão inclui o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de visitas — com exceção de familiares e advogados — e o recolhimento de todos os celulares disponíveis no endereço residencial.
Visitas são permitidas mediante autorização judicial e precisam respeitar medidas de segurança estabelecidas pela Corte.
O que se sabe sobre a fuga de Flávio Bolsonaro
Nesta quarta-feira, Flávio, a esposa e suas duas filhas chegaram a Miami, após fugirem do Brasil pela Argentina durante a madrugada. A fuga acontece após a reeleição no domingo (24) de Lula com 4,5 milhões de votos de vantagem durante o segundo turno das Eleições 2026.
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Já nos EUA, Flávio divulgou uma carta com tom golpista na qual voltou a alegar, sem apresentar provas, que houve fraude no segundo turno.
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Por que não houve fraude nas Eleições 2026?
Em uma carta divulgada na tarde desta quarta-feira (28), Flávio declarou ser vítima de uma “fraude eleitoral” e citou informações falsas de que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), seria responsável pelos “mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno” conquistados por Lula. No entanto, Zanin prorrogou as votações das 17h até as 19h após pedidos dos dois candidatos, no período foram registrados apenas 0,03% do total de votos em todo o Brasil.
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Os pedidos de prorrogação das duas campanhas tinham justificativas diferentes, mas foram anexados na decisão. Flávio alegou tempos instáveis e chuvas, enquanto Lula fez o pedido justificando redução da frota do transporte público.
Em função de a maioria das seções já terem encerrado os trabalhos quando a decisão foi concedida, a medida valeu apenas para locais em que as seções ainda estavam abertas.
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Após a apuração, o próprio ministro Kássio Nunes Marques, aliado de Jair Bolsonaro (PL), presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reconheceu publicamente que “não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial” que prorrogou as eleições.
PL reconheceu vitória de Lula
Na segunda-feira, Valdemar reconheceu oficialmente a vitória de Lula e contrariou a posição adotada por Flávio. O presidente do partido cobrou, no entanto, esclarecimentos sobre medidas adotadas pelo governo federal às vésperas da votação, classificadas por ele como “eleitoreiras”.



