México suspende importação de frango e ovos do Brasil após confirmação de doença de Newcastle em granja de SC

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Caso da doença de Newcastle em SC foi confirmado (Foto: Agência Brasil, Divulgação)

O México anunciou na noite de segunda-feira (19) que suspendeu a importação de carne de frango, aves vivas e ovos férteis do Brasil após uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, confirmar um caso da doença de Newcastle. Segundo a Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, que anunciou a restrição, o governo quer proteger a produção avícola do país.

A granja de perus em Nova Itaberaba abriga mais de 6 mil animais, mas nenhum apresentou sintomas clínicos. Mesmo assim, a propriedade foi interditada para monitoramento. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 133 granjas em quatro municípios do Oeste catarinense são monitorados, conforme informações do g1.

A pasta informou que o Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle foi acionado e que a movimentação de aves foi suspensa no local. Atualmente, o Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango. Por isso, o governo brasileiro informou aos países importadores como o México sobre o foco da doença.

Quando o caso foi identificado em SC?

O foco da doença foi identificado durante um programa de vigilância ativa da defesa agropecuária, com amostras colhidas em 21 de setembro. Em 14 de outubro, os resultados indicaram a possibilidade de infecção. As atividades no local foram suspensas e novos testes foram realizados. A confirmação da doença ocorreu em 18 de outubro.

O que é a Doença de Newcastle?

A Doença de Newcastle é uma infecção viral contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A gravidade varia conforme a variante do vírus e a espécie afetada.

Em casos mais graves, a doença pode provocar problemas respiratórios, diarreia, alterações neurológicas e mortalidade elevada entre as aves. A transmissão pode ocorre pelo contato com animais infectados, secreções e fezes, além de água, alimentos, equipamentos e superfícies contaminadas.

É seguro consumir frango em SC?

Segundo nota publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a doença afeta aves domésticas e silvestres. Por isso, mesmo com a adoção de medidas sanitárias, o consumo dos produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações.

O que diz o Mapa

“O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, em 18 de outubro de 2026, um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus localizado no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina.

A ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina e confirmada por análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como laboratório de referência internacional para o diagnóstico da doença.

O estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com suspensão da movimentação de aves. As medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela OMSA.

O Mapa ressalta que, apesar da necessidade de adoção de medidas sanitárias para controlar a ocorrência, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações.

A ocorrência será notificada à OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária. Novas informações serão divulgadas à medida que as investigações e as ações de controle avançarem.“

O que diz a CIDASC

“Nesta segunda-feira (19), o Governo do Estado de Santa Catarina recebeu a confirmação do foco de Doença de Newcastle em aviário comercial de criação de perus no município de Nova Itaberaba, no Oeste Catarinense. De imediato, a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) acionaram as equipes para adoção das medidas sanitárias necessárias. Também foi emitida a Nota Técnica 001/2026 Sape/Cidasc com orientações.

As amostras foram processadas no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA/SP) e o diagnóstico foi confirmado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As medidas sanitárias estão sendo aplicadas pela Cidasc em conjunto com o Mapa e setor produtivo para contenção e erradicação do foco, bem como estão sendo intensificadas as ações de vigilância em populações de aves na região.

A ocorrência foi identificada durante ações de vigilância ativa da Cidasc. Embora as aves não tenham apresentado sinais clínicos, exames laboratoriais detectaram a presença do vírus da doença de Newcastle. O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Cidasc iniciaram as medidas sanitárias para contenção e erradicação do foco, que incluem o sacrifício sanitário das aves e a limpeza e desinfecção das instalações da propriedade. As ações de vigilância e controle abrangem Nova Itaberaba e os municípios de Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias. Segundo o Mapa, a área de monitoramento inclui 133 granjas.

A Nota Técnica emitida pela Sape/Cidasc reitera a necessidade de reforçar a adoção de todas as medidas de biosseguridade em granjas avícolas, a fim de proteger a saúde e segurança dos plantéis avícolas catarinenses.

A Doença de Newcastle é causada por vírus que afeta aves domésticas e silvestres, causando sinais clínicos respiratórios, frequentemente seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça nestes animais, causando alta mortalidade em curtos espaços de tempo. O consumo da carne de aves e ovos de estabelecimentos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial permanece seguro à população. Estes produtos podem ser identificados pela presença na embalagem de um dos selos de inspeção sanitária: SIM (de um Serviço de Inspeção Municipal), SIE (do Serviço de Inspeção Estadual) ou SIF (do Serviço de Inspeção Federal).

Todas as suspeitas que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Cidasc. Essa comunicação também pode ser realizada utilizando o sistema e-Sisbravet no link: bit.ly/notificarcidasc ou bit.ly/SISBRAVET, ou ainda, diretamente em um escritório local da Cidasc, cujos contatos estão disponíveis no site cidasc.sc.gov.br/estrutura-organizacional.“

Fonte Original | NSC Total

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