Machu Picchu segue como a principal atração do Peru, mas perdeu visitantes em 2026. Entre janeiro e agosto, o santuário inca recebeu 961.809 pessoas, contra 1.019.725 no mesmo período de 2025, queda de 5,7%.
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No mesmo intervalo, três atrativos peruanos cresceram: a Reserva Nacional de Paracas, as Ilhas Ballestas e o Castelo de Chancay. Os dados constam de levantamento divulgado pelo Infobae Peru.
Os números, porém, não indicam que os turistas estejam trocando um destino pelo outro. O crescimento se concentra no público peruano, enquanto a queda em Machu Picchu acompanha a retração de visitantes estrangeiros no país. Em Ballestas, por exemplo, o total subiu, mas o número de estrangeiros caiu 3,6%. Em Chancay, a contagem considera apenas turistas peruanos, o que impede comparação direta com os outros dois.
Para quem está montando roteiro, os três servem como alternativa fora da região andina, com paisagens de litoral e deserto e sem a altitude de Cusco.
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Toggle1. Reserva Nacional de Paracas teve o maior crescimento
A Reserva Nacional de Paracas, no litoral da região de Ica, combina área desértica e cenários à beira do Oceano Pacífico. Foi o destino com maior alta entre os três.
De janeiro a agosto de 2026, recebeu 596.138 visitantes, contra 349.738 no mesmo período de 2025. O aumento foi de 70,5% em um ano e de 98,7% na comparação com 2024, quando foram 300.073.
É também o único dos três que já superou o movimento anterior à pandemia: em 2019, no mesmo intervalo, a reserva havia registrado 362.199 visitantes.
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2. Ilhas Ballestas crescem no público nacional e caem no estrangeiro
As Ilhas Ballestas são conhecidas pelas formações rochosas e pela concentração de fauna marinha. Os barcos para o arquipélago partem do porto de Paracas, o que permite reunir as duas atrações na mesma viagem.
Entre janeiro e agosto de 2026, o local recebeu 442.503 visitantes, contra 416.403 em 2025, alta de 6,3%. Em relação a 2024, quando foram 387.023, o crescimento foi de 14,3%.
O perfil do público mudou. Apesar da alta no total, o número de visitantes estrangeiros caiu 3,6% e ficou em 144.239 pessoas, o que indica que o crescimento vem do turismo interno peruano.
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3. Castelo de Chancay é um parque temático, não um sítio histórico
O Castelo de Chancay fica no litoral ao norte de Lima, a cerca de 76 quilômetros da capital, e é o mais recente dos três atrativos. Foi construído no século 20 por Consuelo Amat y León, que ergueu a edificação em estilo medieval europeu na propriedade da família e a batizou inicialmente de Castillo Boggio, em homenagem ao marido, morto em um acidente.
Depois de cerca de três décadas abandonado, o conjunto foi restaurado por um neto da fundadora e hoje funciona como parque temático cultural, com réplicas de Luxor, da Fontana di Trevi, da Babilônia e do Fórum Romano, além de salas com coleções de múmias e cerâmica. O complexo tem piscina, restaurantes e hospedagem, e abre todos os dias.
O local recebeu 353.139 visitantes entre janeiro e agosto de 2026, contra 271.639 em 2025, alta de 30%. Em relação a 2024, quando foram 179.523, o crescimento chegou a 96,7%. Esses números consideram apenas turistas peruanos.



