Presidente busca o equilíbrio entre a conveniência do discurso e o desgaste político, de acordo com informações da rádio CBN (Foto: Joédson Alves, Agência Brasil)
O presidente Lula (PT) admitiu a ministros e aliados que não vai sancionar o projeto que eleva o número de deputados federais, de acordo com informações da rádio CBN. O texto, aprovado pela Câmara e pelo Senado em 25 de junho, aumenta em 18 o número de deputados federais, incluindo quatro para Santa Catarina. Lula tem até o dia 16 para sancionar ou não o projeto.
Com a decisão, Lula pode seguir por dois caminhos: vetar integralmente o projeto; ou não vetar, nem sancionar, permitindo que o Congresso promulgue o texto. Conforme a CBN, uma fonte do Palácio do Planalto afirmou que o presidente busca o equilíbrio entre a conveniência do discurso e o desgaste político para decidir qual caminho tomar.
De um lado, Lula quer reforçar o discurso em defesa da responsabilidade fiscal e contra o privilégio dos mais ricos, usado para defender o reajuste do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com o veto, Lula faria um aceno à população, mas ampliaria o desgaste com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos).
Por outro lado, uma ala do Planalto defende que o presidente não faça nenhum gesto e evite, assim, mais embates com o parlamento. Atualmente, o Executivo vive um embate com o Congresso Nacional devido ao projeto de reajuste do IOF.
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ToggleQuem são os atuais deputados federais de SC

Ana Paula Lima (PT) (Foto: Câmara dos Deputados, Divulgação)

Caroline De Toni (PL) (Foto: Câmara dos Deputados, Divulgação)

Cobalchini (MDB) (Foto: Câmara dos Deputados, Divulgação)

Daniel Freitas (PL) (Foto: Câmara dos Deputados, Divulgação)

Daniela Reinehr (PL) (Foto: Câmara dos Deputados, Divulgação)

Fabio Schiochet (União Brasil) (Foto: Mário Agra, Câmara dos Deputados)

Geovania de Sá (PSDB), suplente, assumiu o cargo no lugar de Cármen Zanotto, que deixou a Câmara para ser prefeita de Lages (Foto: Pedro Valadares, Câmara dos Deputados)

Gilson Marques (Novo) (Foto: Mário Agra, Câmara dos Deputados)

Ismael (PSD) (Foto: Vinicius Loures, Câmara dos Deputados)

Jorge Goetten (Republicanos) (Foto: Mário Agra, Câmara dos Deputados)

Júlia Zanatta (PL) (Foto: Mário Agra, Câmara dos Deputados)

Luiz Fernando Vampiro (MDB), suplente, assumiu mandato no lugar de Carlos Chiodini, MDB, que se licenciou para ser secretário de Agricultura de SC no governo Jorginho Mello (Foto: Câmara dos Deputados, Divulgação)

Pedro Uczai (PT) (Foto: Luiz Macedo, Câmara dos Deputados)

Pezenti (MDB-SC) (Foto: Vinicius Loures, Câmara dos Deputados)

Ricardo Guidi (PL) (Foto: Câmara dos Deputados, Divulgação)

Zé Trovão (PL) (Foto: Mário Agra, Câmara dos Deputados)
Entenda a proposta de aumento dos deputados
O Congresso aprovou em 25 de junho a proposta de lei que aumenta de 513 para 531 o número de vagas para deputados federais. Caso o texto seja sancionado pelo presidente Lula, Santa Catarina ganha quatro novas vagas na Câmara dos Deputados. A estimativa é que a medida gere um impacto de R$ 64,6 milhões por ano aos cofres públicos.
O aumento no número de deputados surgiu como resposta do Congresso à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que orientou a redistribuição das vagas de acordo com a população de cada estado calculada no Censo 2022. Em vez de redistribuir as 513 vagas, o que faria com que estados como Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul perdessem vagas, o parlamento sugeriu criar 18 novas vagas, aumentando as bancadas dos estados que tiveram aumento populacional, mas mantendo o número de cadeiras para os demais estados.
Santa Catarina em tese é um dos estados mais beneficiados. Ao lado do Pará, é o Estado que terá mais vagas novas, com quatro parlamentares a mais a partir de 2027. Outros sete estados também terão aumento de representantes caso a proposta seja sancionada.
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