(self.SWG_BASIC = self.SWG_BASIC || []).push( basicSubscriptions => { basicSubscriptions.init({ type: "NewsArticle", isPartOfType: ["Product"], isPartOfProductId: "CAow8LzYCw:openaccess", clientOptions: { theme: "light", lang: "pt-BR" }, }); });

Hantavírus, COVID, norovírus… Por que os navios de cruzeiro são tão suscetíveis a surtos de doenças?

Facebook
Twitter
LinkedIn
Threads
WhatsApp
Hantavírus, COVID, norovírus… Por que os navios de cruzeiro são tão suscetíveis a surtos de doenças?

No início de maio, jornais pelo mundo todo noticiaram um surto viral que acometeu um cruzeiro: o micróbio hantavírus matou três passageiros a bordo do transatlântico holandês MV Hondius. Para além da viagem interrompida, o incidente também nos relembrou que esta não foi a primeira vez que um surto viral atingiu um cruzeiro.

Continua após a publicidade

Durante a época de ouro da Covid-19, lá em 2020, mais de 600 passageiros e tripulantes testaram positivo para o vírus no navio Diamond Princess. Então, fica o questionamento, por que os navios de cruzeiro são tão suscetíveis a surtos de doenças?

O papel de um navio em um surto de micróbios

Navio cruzeiro da MV Hondius no mar – Imagem: Divulgação/Antarctica Cruises

Um navio-cruzeiro funciona como um hotel móvel: abriga centenas e, às vezes, milhares de pessoas por um grande período de tempo; viaja para vários países; e tem contato direto com várias possíveis fontes de infecção.

Afunilando ainda mais o contexto, os tripulantes deste cruzeiro entram e saem da embarcação constantemente, trocando diferentes combinações de micróbios em espaços com os quais centenas (ou milhares) de pessoas entram em contato: restaurantes, elevadores, aparelhos de natação, piscina, corredores, saunas, banheiros, salões de jogos e mais.

Então, ao juntar todas estas variáveis, chegamos a um ponto em comum: cruzeiros podem ser um lugar excelente para se instalar uma nova crise de saúde pública, especialmente quando pensamos que, embora um navio possa ser gigante, ainda é menor do que uma cidade inteira, e isso significa que todos aqueles a bordo terão um contato ainda mais restrito e próximo do que se estivessem espalhados por uma metrópole.

Outro problema alarmante é que a área de maior ventilação em um transatlântico é o deck ao ar livre, onde é possível ver o mar. O restante do lugar é quase exclusivamente encapsulado em diferentes ambientes. Isso significa que a circulação de ar é mais restrita, ainda que haja sistemas apropriados para ventilar os ambientes. Dessa forma, os micróbios se concentram em massa no ar e, durante um surto, isso facilita a proliferação de infecções nesses ambientes fechados.


O caso do Diamond Princess e do MV Hindius ilustra muito bem a facilidade com que vírus (nesse caso, causadores de doenças respiratórias) se espalham em um cruzeiro. No entanto, outros patógenos também já acumulam históricos de doença não relacionados à área cardiopulmonar, mas ao estômago.

O norovírus (carinhosamente apelidado de “vírus do vômito”) se tornou uma febre em cruzeiros há décadas e está presente até hoje. Esse agente biológico ocasiona uma infecção intestinal aguda, culminando em dores abdominais, febre, vômito, diarreia aquosa e tais sintomas podem persistir por até 3 dias.

Representação do Arenavírus
Partículas virais – Imagem: Billion Photos/Shutterstock

Esse micróbio adora ambientes fechados (como os navios de cruzeiro) e pode ficar ativo por vários dias seguidos em regiões como corrimãos, mesas de buffet, maçanetas de porta, cadeiras, controles-remotos, óculos de sol e muito mais. Infelizmente, é possível que uma única pessoa contaminada já seja o bastante para, em algumas ocasiões, dar início a uma série de infecções.

Continua após a publicidade

Agora, o vírus em destaque na mídia é o hantavírus que, assim como o Covid-19, também pode ocasionar problemas respiratórios. A sua transmissão ocorre quando partículas de urina, fezes e saliva de roedores contaminados se acumulam em detritos sólidos e finos no chão e superfícies: ao serem inaladas pelos humanos, o corpo desenvolve a hantavirose.

Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, e dor muscular intensa, mas podem evoluir rapidamente para falta de ar, choque cardiopulmonar e acúmulo de líquido nos pulmões.

Além de tudo o que já foi citado, também é imprescindível informar o seguinte: os cruzeiros ocorrem em períodos de verão, quando a temperatura está mais quente. Nessa mesma temporada, uma série de doenças também entra em período de incubação: isso significa que enquanto muitos aproveitam os dias de sol na piscina, seu organismo já pode ter sido comprometido por um agente biológico e, eventualmente, transmitir a doença para várias outras pessoas mesmo antes de expressar os primeiros sintomas.

Continua após a publicidade

Essa realidade dificulta (e muito!) detectar os primeiros casos de infecção; e quanto mais tempo você demora a identificar o micróbio e sua forma de contaminação, mais tempo ele fica solto e mais pessoas são infectadas.

A pandemia de coronavírus, iniciada em 2020, mudou a história mundial para sempre. Os navios-cruzeiros que voltaram a funcionar depois desse período receberam um maior reforço quanto as medidas sanitárias obrigatórias para a embarcação funcionar em conformidade com a lei.

Apesar disso, novas crises de saúde pública ainda podem ocorrer dentro desses transtlânticos.

É possível mitigar os riscos de contaminação enquanto estiver a bordo?

Continua após a publicidade

varíola dos macacos medidas
Pessoa lavando as mãos (Imagem: Maridav/shutterstock)

A proteção do viajante em cruzeiros começa muito antes do embarque. É recomendável verificar se a companhia marítima adota políticas transparentes de vigilância sanitária, notificação de casos, higienização e isolamento de passageiros doentes.

Também é fundamental manter o calendário de vacinas em dia e, no caso de idosos, gestantes ou pessoas com condições de saúde preexistentes, buscar orientação médica prévia. Além disso, um seguro de viagem adequado, que cubra interrupções por motivos de saúde, pode reduzir impactos em situações imprevistas.

Já a bordo, a medida mais eficaz para prevenir infecções gastrointestinais, como as causadas pelo Norovírus, continua sendo a higiene rigorosa das mãos com água e sabão.

Embora o álcool em gel seja um recurso complementar útil, ele não substitui a lavagem adequada. Em caso de início de sintomas, a conduta mais segura é evitar áreas comuns e buffets, reduzir o contato com outras pessoas e comunicar imediatamente a equipe médica do navio, em vez de tentar manter a rotina normal.

Wagner Edwards

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

Ver todos os artigos →


Fonte Original | Notícias – Olhar Digital

Contribua com o Portal para mantermos ele sempre ativo com as melhores informações

Deixe uma resposta

Veja também