O governo Lula apresentou aos presidentes da Câmara e do Senado uma nova proposta de mudanças no Imposto sobre Operação Financeira (IOF), mas adiou a divulgação das medidas para a semana que vem. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entregou nesta terça-feira (3) as sugestões do governo ao senador Davi Alcolumbre (União-AP) e ao deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Enquanto isso, permanece em vigor a alta do IOF anunciada pelo governo na semana passada. As informações são do portal g1.
O ministro Fernando Haddad admitiu que o cuidado especial com o tema se dá para evitar uma derrota no Congresso. Havia o temor de que a proposta original, feita por decreto pelo presidente Lula, fosse derrubada pelos parlamentares.
— Nós estamos tendo esse cuidado todo porque dependemos dos votos do Congresso Nacional, O Congresso precisa estar convencido que é o caminho mais consistente, do ponto de vista da política macroeconômica — afirmou Haddad.
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ToggleVeja todas as trocas de ministros do governo Lula
Wolney Queiroz (à esquerda), ex-número 2 do Ministério da Previdência, assumiu a pasta no lugar de Carlos Lupi (à direita) após denúncias de fraude em pagamentos do INSS (Fotos: Lula Marques, Agência Brasil)

Frederico de Siqueira Filho (à esquerda) assumiu Ministério das Comunicações na vaga de Juscelino Filho, que deixou o cargo após denúncias envolvendo aplicação de emendas parlamentares (Fotos: Antônio Cruz e Valter Camapanato, Agência Brasil)

Alexandre Padilha (à esquerda) deixou Secretaria de Relações Institucionais para assumir a Saúde e foi substituído no cargo de articulação política pela deputada federal Gleisi Hoffmann, à direita na imagem (Fotos: Marcelo Camargo, Agência Brasil / Câmara dos Deputados, Divulgação)

Nísia Trindade, ex-ministra da Saúde, deixou a função por decisão de Lula para a entrada do aliado Alexandre Padilha (Fotos Lula Marques, Agência Brasil Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Paulo Pimenta, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), deixou o cargo em janeiro para a entrada do marqueteiro Sidônio Palmeira (Fotos Wilson Dias, Agência Brasil Marcelo Camargo, Agência Brasil)

Silvio Almeida, ex-ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, foi demitido após denúncias de importunação sexual; foi substituído por Macaé Evaristo (Fotos Lula Marques, Agência Brasil Ricardo Stuckert, PR)

Flávio Dino, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, saiu da função após ser indicado ministro do STF; Ricardo Lewandowski assumiu o posto (Fotos Lula Marques, Agência Brasil Joédson Alves, Agência Brasil)

Márcio França, ex-ministro de Portos e Aeroportos, deu lugar ao deputado Silvio Costa Filho e foi remanejado para uma nova pasta, o Ministério de Micro e Pequenas Empresas (Fotos Fábio Rodrigues Pozzebom, Agência Brasil)

Ana Moser, ex-ministra do Esporte, foi retirada do cargo para a entrada de André Fufuca, indicação política do PP de Arthur Lira(Fotos Wilson Dias, Agência Brasil e Fábio Rodrigues Pozzebom, Agência Brasil)

Daniela Carneiro, ex-ministra do Turismo, saiu da pasta em julho de 2023 após romper com o União Brasil e deu lugar a Celso Sabino (Fotos Lula Marques, Agência Brasil e Joédson Alves, Agência Brasil)

General Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), deixou cargo em abril de 2023 após polêmicas sobre o 8 de janeiro; foi substituído pelo general Marcos Amaro (Fotos Lula Marques e Antônio Cruz, Agência Brasil)
Haddad voltou a defender a alta do IOF, afirmando que as medidas são “justas e sustentáveis do ponto de vista macroeconômico”.
Os presidentes da Câmara e do Senado também falaram após a entrega da nova proposta do governo e destacaram a disposição do governo em dialogar para encontrar uma proposta de consenso, que busque o equilíbrio de contas públicas. Alcolumbre disse eu não é possível derrubar o decreto do IOF sem evoluir na discussão sobre o tema.
— Não poderemos rever um decreto sem antes discutirmos uma agenda estruturante de país – afirmou.
No final de maio, o governo federal anunciou elevação de alíquota de IOF de 1,88% para 3,95% e algumas medidas como a cobrança de imposto sobre aplicações mensais de mais de R$ 50 mil em planos de previdência privada no formato VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).
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