Google prevê gasto de até US$ 190 bilhões com IA em 2026, impulsionado por chips próprios

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Google prevê gasto de até US$ 190 bilhões com IA em 2026, impulsionado por chips próprios

Empresa investiu US$ 31 bilhões em 2022; nova geração de TPUs divide tarefas de treinamento e inferência

Chip TPU 8i (Divulgação: Google) – (Divulgação: Google)

Durante o Google I/O 2026, que acontece nesta terça-feira (19), a empresa revelou que seus gastos com infraestrutura de inteligência artificial estão crescendo de forma exponencial. Após investir US$ 31 bilhões em despesas de capital em 2022, a empresa espera que o valor alcance entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões neste ano.

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O principal fator por trás desse aumento são os chips personalizados da empresa para IA: as Unidades de Processamento Tensor (TPUs). Diferentemente dos chips Tensor usados nos smartphones Pixel, essas TPUs são projetadas para data centers, onde servem para treinar e executar modelos de IA. A geração mais recente divide o trabalho em dois chips: um voltado para tarefas massivas de treinamento e outro otimizado para respostas rápidas quando os usuários interagem com os modelos.

Para demonstrar a velocidade dessa arquitetura, o Google gerou um jogo no estilo do dinossauro do Chrome a partir de um único prompt, usando um modelo Gemini Flash ainda em desenvolvimento. O resultado apareceu em tempo real, a uma taxa de quase 1.500 tokens por segundo.

Gemini vs ChatGPT vs Claude:
Sistemas automatizados de varredura profunda identificaram o brilho anômalo por quatro meses. – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Novidade foi apresentada durante o Google I/O

O evento ocorre num momento estratégico, visto que as ações da big tech acumularam alta de 140% no último ano. Esse crescimento foi impulsionado pela percepção do mercado financeiro de que a empresa se consolidou como vencedora no setor de IA.

Os investidores monitoram de perto os próximos passos da companhia em áreas como lançamento de modelos Gemini, avanço do comércio agêntico e a distribuição externa de seus chips (TPUs)

O principal objetivo mercadológico da Alphabet é comprovar sua capacidade de monetizar essas tecnologias em larga escala. E manter a aceleração de divisões de alta performance, como o setor de nuvem, frente à concorrência de empresas como OpenAI, Microsoft e Anthropic.

Lucas Soares

Lucas Soares

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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Fonte Original | Notícias – Olhar Digital

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