Tudo sobre Google
O Google não precisará fatiar ou vender sua divisão de tecnologia de publicidade. A decisão é da juíza federal Leonie Brinkema, nos Estados Unidos, que optou por impor um pacote de mudanças operacionais obrigatórias para a gigante de buscas ao longo dos próximos seis anos.
Continua após a publicidade
As medidas foram determinadas para ampliar a concorrência no mercado de publicidade online. A juíza rejeitou o pedido do Departamento de Justiça para dividir o negócio de publicidade do Google, mas a empresa afirmou que discorda da decisão e pretende recorrer de parte do julgamento.

A determinação afeta diretamente a estrutura que reúne o servidor de anúncios para publishers (DFP) e a plataforma de leilões (AdX). No último ano fiscal mencionado, a área de anúncios gerou US$ 294,7 bilhões (cerca de R$ 1,50 trilhão), o equivalente a 73% da receita total da companhia.
Um porta-voz do Google comentou a decisão:
“Estamos muito satisfeitos que o tribunal tenha rejeitado a proposta do DOJ de separar ferramentas que ajudam pequenas empresas a alcançar novos clientes e crescer.”
Para impedir que o Google favoreça suas próprias soluções, o tribunal estabeleceu limites para o funcionamento das ferramentas de publicidade:
- Fim da vinculação: sites que usam o servidor DFP não poderão ser obrigados a adotar o AdX.
- Compatibilidade com o Prebid: DFP e AdX deverão funcionar com o Prebid, tecnologia de código aberto usada em leilões de anúncios.
- Acesso a lances em tempo real: o AdX deverá disponibilizar ofertas em tempo real para servidores concorrentes.
- Acesso aos dados: publishers terão acesso a dados históricos e de configuração do DFP e poderão levá-los ao trocar de fornecedor.
- Fim do favorecimento: AdX e DFP não poderão discriminar tecnologias concorrentes em favor das ferramentas do Google.

Table of Contents
ToggleMonitoramento técnico na empresa
A decisão prevê um monitor nomeado pela Justiça e pago pelo Google, além de um comitê técnico e de um responsável interno por conformidade. O monitor poderá examinar código-fonte, algoritmos e documentos da empresa, além de entrevistar funcionários.
As medidas terão duração de seis anos. O Departamento de Justiça havia defendido restrições por 15 anos, mas a juíza adotou um período menor.
A decisão também determina que o Google não poderá recriar mecanismos que deem preferência às próprias ferramentas. Ao mesmo tempo, o Google Ads poderá priorizar o AdX quando isso resultar em melhores condições para os anunciantes, e não simplesmente porque as duas plataformas pertencem à mesma empresa.
Continua após a publicidade
O caso ainda terá novos desdobramentos, já que o Google afirmou que pretende recorrer de parte da decisão sobre sua responsabilidade.

Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
Ver todos os artigos →
!function(f,b,e,v,n,t,s){
if(f.fbq)return;
n=f.fbq=function(){n.callMethod?n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};
if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version=’2.0′;
n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;
t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];
s.parentNode.insertBefore(t,s)
}(window, document,’script’, ‘https://connect.facebook.net/en_US/fbevents.js’);
fbq(‘init’, ‘1221644929160171’);
fbq(‘track’, ‘PageView’);
Fonte Original | Notícias – Olhar Digital



