O futuro do canal do Linguado poderá ser incluído no novo projeto de duplicação para o lote 1 da BR-280, a ser contratado em 2025 e com prazo estimado em dois anos para a execução. Pelo aterro no canal, concluído em 1935, passam a rodovia federal e a ferrovia de acesso ao Porto de São Francisco. O projeto inicial do lote não previu nenhuma intervenção no canal, até porque na época da elaboração estava em andamento ação judicial sobre a reabertura. Agora, como o projeto será refeito, o DNIT tem planos de inclusão de uma definição sobre a travessia, com ponte e avaliação sobre a reabertura – estudo recente da Univali com essa proposta será analisado. Os planos foram apresentados pelo DNIT/SC na semana passada, em apresentação sobre rodovias federais, em reunião do Conselho de Infraestrutura e da Câmara de Transporte e Logística da Fiesc.
O lote 1, entre São Francisco do Sul e Araquari e por onde passa o canal do Linguado, está com obras paradas desde 2022. O contrato já foi rescindido. O DNIT prepara a retomada em dois locais onde houve realização de obras, em contrato a ser licitado. Para os demais segmentos ainda não iniciados, do qual o Linguado faz parte, o projeto será refeito, inclusive com possíveis mudanças no traçado. A inclusão do Linguado no projeto será uma forma também de preparar o licenciamento ambiental, conforme a solução a ser adotada.
Confira imagens do canal do Linguado














Pelo estudo da Univali, a proposta é reabertura de 100 metros no aterro Sul, com construção de pontes. Um dos segmentos da estrutura seria móvel, para passagem de embarcações. Há previsão de dragagem de parte dos sedimentos acumulados no canal. O DNIT entende que há mais questões a serem definidas, como quem ficará responsável pelas dragagens de manutenção em caso de reabertura, por exemplo.
A possibilidade de inclusão do Linguado no novo projeto da duplicação mostra também uma mudança no posicionamento do DNIT. Em 2019, o departamento solicitou licenciamento para a ampliação do aterro, onde seriam colocadas as novas faixas da duplicação. A solicitação não foi adiante porque o DNIT concordou em definir o futuro do Linguado em conjunto com o Ibama e Ministério Público Federal. Agora, a ampliação do aterro está descartada.





