Fotos revelam como é e como ficaram os “lençóis manezinhos” após chuvas em Florianópolis

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Fotos revelam como é e como ficaram os "lençóis manezinhos" após chuvas em Florianópolis

As chuvas que abalaram Florianópolis nas últimas semanas causaram algumas mudanças no cenário do Parque Municipal das Dunas da Lagoa da Conceição, que ganhou nos últimos dias o apelido de “Lençóis Manezinhos” ou “Lençóis Joaquinenses”. Nos últimos dias, a areia deu lugar a lagoas naturais, algo muito parecido com fenômeno que ocorre nos Lençóis Maranhenses. 

As dunas do local já atraem a atenção das pessoas normalmente. Porém, após as chuvas, as lagoas naturais chamaram ainda mais a atenção de turistas, transformando o ponto em um cenário “mágico”.

“Quando chove muito aqui em Florianópolis, eu já sei que lá [nas dunas da Lagoa] eu vou ter um cenário cinematográfico para filmar e fotografar. E ai esse mistura de dunas com a vegetação e com as lagoas que se formam lá, é um cenário perfeito”, afirma o fotógrafo Rafael Paz.

Em fotos divulgadas, é possível ver como as chuvas mudaram o cenário no local, transformando a areia em grandes piscinas naturais. O resultado é uma paisagem digna de filme.

Veja fotos dos “Lençóis Manezinhos”, em Florianópolis

Como os “Lençóis Manezinhos” se formam

Segundo o biólogo e pesquisador Paulo Horta, o fenômeno é sazonal e acontece em ciclos nos períodos mais chuvosos do ano, sendo essencial para a sobrevivência de algumas espécies.

“É muito importante lembrarmos que temos, sim, uma diversidade que vive submersa nessas lagoas, formando florestas submersas, e, fora da água, a restinga vegetada que todo mundo conhece, com as plantas e animais”, explica.

Apesar da beleza, fenômeno preocupa especialistas

Apesar da beleza, o fenômeno gera preocupações ambientais. De acordo com especialistas, nos anos 1990, a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) instalou uma lagoa de Evapoinfiltração no Parque das Dunas, onde os lençóis se formam nas épocas de chuva. A estrutura é usada como depósito de esgoto tratado e precisa de manutenção constante para reduzir os impactos à natureza.

O parque fica em uma zona de mata de restinga, um ecossistema brasileiro de transição entre o mar e o continente, protegendo contra a erosão e as ressacas da água. Na região vivem animais e plantas que se adaptaram à areia, a alta salinidade e aos ventos fortes.

No entanto, de acordo com a  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a biodiversidade da área têm sido muito devastada, principalmente para fins imobiliários, que ocorre de modo desordenado da Baixada Litorânea.

Além disso, segundo o Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos de 2021, ano em que a Lagoa da Conceição sofreu com inundação, a vulnerabilidade destes sistemas às chuvas intensas e os efeitos de um possível rompimento são pouco estudados.

Portanto, há a preocupação em manter a biodiversidade do local. Conforme o biólogo e pesquisador Paulo Horta, os “Lençóis Manezinhos” precisam de cuidado e atenção, e a proteção do ambiente é de responsabilidade de todos.

Fonte Original | NSC Total

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