Família que levou Novorizontino à Série A comanda usina e lucra alto com sêmen de cavalos

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Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, do Novorizontino (Foto: Rainier Moura, NOV / Reprodução, @harasbighorse)

A histórica classificação do Novorizontino para a Série A do Campeonato Brasileiro de 2027, confirmada neste sábado (7) com a vitória por 2 a 1 sobre o Fortaleza, tem a assinatura de uma família tradicional do interior paulista.

Veja fotos do CT do Novorizontino, mais novo time da Série A em 2027

Por trás da ascensão meteórica do Tigre do Vale está a família Biasi, proprietária integral do clube e responsável por sustentar o projeto que levou a equipe da quarta divisão estadual à elite nacional em pouco mais de uma década. As informações são do ge.

A solidez financeira que garante o sucesso dentro de campo vem de um império empresarial diversificado, com raízes fortes na cidade de Novo Horizonte. Comandados atualmente por Jorge Ismael de Biasi Filho e Roberto de Biasi, os negócios da família têm como carro-chefe uma grande usina de cana-de-açúcar.

Além do setor sucroalcooleiro, o grupo fatura alto com agropecuária, geração de energia termoelétrica, administração de haras e até a venda de sêmen de cavalos no lucrativo mercado de reprodução animal.

Único clube 100% SAF no Brasil

O poderio econômico da família permitiu ao clube adotar um modelo de gestão único no futebol brasileiro. Ao contrário da maioria das equipes nacionais, que vendeu o controle majoritário de suas operações para investidores externos, o Novorizontino extinguiu sua associação esportiva em dezembro de 2023 para se transformar em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) 100% pertencente aos Biasi.

A estabilidade administrativa se refletiu no gramado, somando seis acessos desde a refundação e campanhas de destaque no Paulistão.

A ligação da família com a bola, no entanto, é antiga e atravessa gerações. O patriarca Jorge Ismael assumiu a presidência do antigo Grêmio Esportivo Novorizontino em 1979 e usou recursos próprios na década de 1980 para construir o estádio que hoje leva o seu nome, o Jorjão, palco do acesso deste sábado.

Após o vice-campeonato paulista de 1990, o clube original fechou as portas em 1999 e o empresário faleceu em 2000. Depois de dez anos sem futebol na cidade, os herdeiros lideraram o renascimento da equipe em 1º de março de 2010, mantendo as cores, o mascote e a identidade que agora chegaram à primeira divisão do país.

Fonte Original | NSC Total

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