Emily Normandin-Parker, de 23 anos, foi retirada do carro depois que a amiga vomitou e o árbitro rejeitou a tese de que a empresa não responde por seus motoristas

Emily voltava de uma festa com a amiga quando foi expulsa do carro em rodovia movimentada. (Foto: Reprodução, Facebook)
A Uber foi condenada, depois de uma batalha jurídica de anos, a pagar 40 milhões de dólares (cerca de R$ 205 milhões) à família da jovem Emily Normandon-Parker. Ela tinha 23 anos, quando voltava com uma amiga de uma festa, e depois da amiga vomitar no carro de aplicativo, as duas foram expulsas do veículo pelo motorista em uma rodovia de alta velocidade. Emily foi atropelada e morreu.
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O acidente aconteceu em 12 de agosto de 2023 na rodovia California State Route 73 (73 Freeway). Emily e uma amiga retornavam de uma festa em que consumiram muito álcool. A amiga de Emily passou mal e vomitou no interior do carro. Enfurecido, o motorista estacionou em uma área chamada gore point, onde não é permitido parar. Ele exigiu que elas pagassem a corrida e as expulsou do carro no meio da noite.
Enquanto a amiga e o motorista discutiam, Emily foi atingida por outro veículo. Acredita-se que ela tenha ido procurar ajuda ou tentar outra carona. A Uber tentou manter o caso em sigilo durante anos, mas a decisão arbitral que condenou a empresa foi tomada no estado da Califórnia e tornada pública agora em setembro de 2026, segundo a AP News.
A família da jovem destinou o valor recebido de indenização para a criação de uma fundação que defende e luta pelo direito dos passageiros que usam o transporte por aplicativo. Eles também rejeitaram as tentativas de confidencialidade da Uber optando por dar visibilidade ao caso. A família de Emily é de Laguna Beach.
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A Uber baseou sua defesa na premissa de que não possui responsabilidade legal pelas ações de seus motoristas, classificando-os como contratados independentes. No entanto, o juiz/árbitro refutou essa tese, expressando preocupação com as políticas e práticas da empresa. Em comunicado oficial, a Uber manifestou condolências à família, mas manteve sua posição de discordância quanto à responsabilidade legal.
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