Peña se apresentava como um líder da direita sul-americana e vinha enfrentando uma crise econômica.

(Foto: José Cruz, Agência Brasil)
O impeachment do presidente Santiago Peña foi aprovado no senado nesta sexta-feira (6) por 44 votos a favor e um ausente. O presidente se apresentava como um líder da direita sul-americana e vinha enfrentando uma crise econômica.
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Na quinta-feira (6), a Câmara dos Deputados já havia aprovado o impeachment do chefe de Estado.Na prática, agora Peña está afastado do cargo e perde todas as garantias constitucionais às quais teria direito se tivesse apenas renunciado. Sua defesa disse que vai contestar o julgamento político na Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).
Peña renunciou na quinta-feira após perder o apoio da bancada do Partido Colorado no Congresso, enquanto a Câmara dos Deputados se preparava para votar a abertura do impeachment. O processo foi motivado pela crise no banco digital Ueno Bank, que levou ao bloqueio de contas e investimentos de cerca de 40% da população e paralisou o comércio no país.
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ToggleEntenda a crise do “Banco Master paraguaio”
A crise começou após o Banco Central do Paraguai determinar, em 3 de novembro, a dissolução do Ueno Bank, considerado o maior banco digital do país, por insolvência. A instituição é investigada por suspeitas de irregularidades na gestão e empréstimos a empresas ligadas aos controladores.
Peña foi acionista da Ueno Holding, grupo controlador do banco, até março de 2025. O caso também levou à renúncia do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que havia comandado o Ueno antes de assumir a autoridade monetária.



